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Agronegócio

Mais por menos: safra de arroz aumenta, e valor da produção diminui

Números mostram mercado em funcionamento sem intervenção estatal

prato de arroz
Safra de arroz deve crescer quase 15% em 2025 | Foto: Reprodução/Unsplash

A safra deve aumentar, mas o Valor Bruto da Produção (VBP) de arroz do Brasil pode cair em 2025. As projeções são do Ministério da Agricultura (Mapa) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mais uma vez, os números mostram um mercado em funcionamento sem intervenção estatal, sem a intervenção que o governo Lula tentou fazer em 2024.

De acordo com o Mapa, a produção brasileira de arroz em 2025 terá um valor bruto próximo de R$ 24 bilhões. A cifra representa uma queda de 5% em relação aos R$ 25 bilhões da colheita anterior.

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Ao mesmo tempo, a Conab estima que a colheita cresça quase 15%, passando de 10,6 milhões de toneladas para cerca de 12 milhões de toneladas. É verdade, porém, que os agricultores do Rio Grande do Sul — responsáveis por 70% da safra nacional — contestam esse número e preveem uma safra com 500 mil toneladas a menos do que o estimado pela companhia.

Contudo, mesmo com essa redução, a colheita do Estado (e do país) será maior em 2025 do que no ano anterior. Ou seja, de todo modo, a produção de arroz aumenta, e o agricultor põe mais alimento nas mesas, sem a intervenção estatal no mercado.

A tentativa de Lula de intervir no mercado de arroz

Em maio de 2024, em meio a uma crise humanitária que assolava o Rio Grande do Sul depois das tempestades que devastaram o Estado, o governo Lula tentou intervir no mercado de arroz. A proposta era importar o grão de outros países, alegando uma possível falta de abastecimento, já que os gaúchos são os principais fornecedores desse alimento para a população brasileira.

Representantes dos agricultores se posicionaram contra a medida. A maior parte da colheita gaúcha foi realizada antes das chuvas, garantindo, assim, o suprimento nacional.

Ainda assim, o governo tentou levar a ideia adiante. A Conab organizou e realizou um leilão para comprar arroz importado de outros países. Contudo, a maior parte dos fornecedores que venceram a disputa não tinha histórico que demonstrasse expertise nesse mercado. O resultado levou o governo federal a suspender o leilão.

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