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Agronegócio

Justiça recebe recurso para reverter desapropriação contra a família Bettim

Espera-se que desembargador aprove o pedido de reversão até 13 de fevereiro, data estabelecida judicialmente para a expropriação da fazenda

Incra tenta desapropriar a fazenda da família Bettim há 15 anos
Incra contra a família Bettim: Hervídeo Bettim, atual proprietário da fazenda, com um dos netos | Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

O recurso para reverter a decisão judicial que determina a desapropriação das terras da família Bettim foi distribuído nesta quinta-feira, 23, no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2)

Assim, a decisão sobre o processo sai das mãos de Ubiratan Cruz Rodrigues, juiz federal que assinou o último despacho para expulsar os Bettim de suas terras. Quem assume a relatoria do processo é o desembargador Augusto Guilherme Diefenthaeler. 

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O novo magistrado responsável pelo caso tomou posse em 2012, durante o governo de Dilma Rousseff. Desde então, algumas decisões dele já repercutiram na imprensa. 

Justiça recebe recurso para reverter decisão que desapropria família Bettim
Trecho do recurso apresentado pelo advogado da família Bettim ao TRF-2 | Foto: Reprodução

No ano passado, o TRF-2 negou um recurso do Ministério Público Federal para instaurar uma ação civil pública contra a União por um suposto uso político em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro da festividade oficial do Bicentenário da Independência, em 2022, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Diefenthaeler foi um dos desembargadores federais a questionar os pedidos dos procuradores que assinaram a ação. Ele disse que uma série de questões lhe ocorreram ao ler o texto, que exigia uma cerimônia pública de pedido de desculpa pelo suposto uso político.

“Pedir desculpa a quem?”, indagou Diefenthaeler. “A população estava lá repleta, aquilo lá ‘verdeou’ e ‘amarelou’ e estava todo mundo lá.”

Já em 2020, a imprensa repercutiu que Diefenthaeler considerou exorbitante o valor de R$ 100 mil para indenizar as mães de três rapazes assassinados no Rio de Janeiro. O caso aconteceu em 2008, quando os jovens, de 17, 19 e 24 anos, respectivamente, foram sequestrados por 11 militares no Morro da Providência. 

Os soldados levaram os rapazes até o Morro da Mineira e os entregaram a traficantes, que torturaram e mataram os três. As famílias processaram a União pelos assassinatos. 

Próximos passos na defesa dos Bettim

O novo advogado da família Bettim, André Lucena, vai ao Rio de Janeiro, sede do TRF-2, na próxima semana para tratar do caso. Espera-se que o recurso seja aceito até 13 de fevereiro, data estabelecida anteriormente para que os produtores rurais deixem a maior parte de sua propriedade em São Mateus, no norte do Espírito Santo. 

Realizado na propriedade da família Bettim, que se tornou alvo do Incra, o evento de apoio contou com a presença de parlamentares e produtores rurais
Membros da família Bettim | Foto: Emillio Righetti

Na última quarta-feira, 22, ficou pronto um laudo em favor da família. Elaborado por peritos contratados pela Secretaria de Agricultura do município de São Mateus, o documento atesta que a fazenda dos Bettim é altamente produtiva, além de apontar inconsistências na análise do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O Incra tenta expropriar o imóvel há cerca de 15 anos, sob a acusação de que a fazenda seria “improdutiva” e “de interesse social” para fins de reforma agrária. A decisão do juiz Rodrigues, todavia, reconhece a presença de lavouras de café e pimenta na propriedade, assim como a criação de 500 cabeças de gado. 

+ Leia mais sobre o Caso Bettim em “Propriedade violada”, reportagem de Anderson Scardoelli e Isabela Jordão publicada na Edição 252 da Revista Oeste

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6 comentários
  1. Fabiano Vilas Boas
    Fabiano Vilas Boas

    Tanta terra grilada (roubada) pelos gigantes do agronegócio e o INCRA num rolo desses.

  2. Rogerio Lyra
    Rogerio Lyra

    Um absurdo esse movimento de terroristas ainda estar por aí tocando o terror. Lula é um ser nocivo. Essa praga é um atraso na vida dos brasileiros.

  3. Leo Saraiva
    Leo Saraiva

    Oeste sendo oeste kkkkkkkk
    Faz reportagem informando o que mais interessa kkkkk
    Toda ação é recebida pela justiça kkkkkk se ela vai se acatada e julgada é outra história….
    Número do processo ou nome completo da parte ……..

    1. Inteligencia Artificial
      Inteligencia Artificial

      O SR NAO É OBRIGADO A LER AS REPORTAGENS DA REVISTA OESTE, COM CERTEZA EXISTE UMA INFINIDADE DE BOSTIL COMUNISTA PARA O TEU DELIRIO.
      Tentando aparecer ? Zé Ruela, tchau.
      Estaremos indicando uns livros para que o Sr possa esvaziar a minuscula cabeça de toda a ………………
      O livro negro do comunismo não busca justificar ou encontrar causas para os atos cometidos sob a bandeira do comunismo. Tampouco pretende ser mais um capítulo na polêmica entre esquerda e direita, discutindo fundamentos ou teorias marxistas. Trata-se, sobretudo, de lançar luz a um saldo estarrecedor de mais de sete décadas de história de regimes comunistas: massacres em larga escala, deportações de populações inteiras para regiões sem a mínima condição de sobrevivência, fome e miséria que dizimaram milhões, enfim, a aniquilação de homens, mulheres, crianças, soldados, camponeses, religiosos, presos políticos e todos aqueles que, pelas mais diversas razões, se encontraram no caminho de implantação do que, paradoxalmente, nascera como promessa de redenção e esperança.
      “…os regimes comunistas tornaram o crime em massa uma forma de governo”. Usando estimativas não oficiais, apresenta um total de mortes que chega aos 94 milhões. A estimativa do número de mortes alegado por Courtois é a seguinte:
      • 20 milhões na União Soviética
      • 65 milhões na República Popular da China
      • 1 milhão no Vietname
      • 2 milhões na Coreia do Norte
      • 2 milhões no Camboja
      • 1 milhão nos Estados Comunistas do Leste Europeu
      • 150 mil na América Latina
      • 1,7 milhões na África
      • 1,5 milhões no Afeganistão
      • 10 000 mortes “resultantes das ações do movimento internacional com

      Em edição revisada e com capa nova, O livro negro do comunismo traz uma vasta e complexa pesquisa — os locais, as datas, os fatos, os carrascos, as vítimas contadas às dezenas de milhões na URSS e na China, e os milhões em pequenos países como a Coreia do Norte e o Camboja. Além disso, a obra é amparada por um encarte de 32 páginas com cerca de 80 imagens e por mapas que situam e oferecem ainda mais embasamento ao leitor.

      Publicado originalmente na França, no momento em que a Revolução de Outubro de 1917 completava 80 anos, O livro negro do comunismo logo se tornou sucesso de livraria, com enorme repercussão, e deflagrou diversas polêmicas. Com mais de um milhão de exemplares vendidos no mundo e traduzido para mais de 25 idiomas, O livro negro do comunismo se consagrou e segue como uma obra referencial em estudos sobre o tema até os dias atuais, desempenhando um papel fundamental na compreensão das tragédias e complexidades do século XX.

      A grande fome de Mao
      por Frank Dikötter (Autor)

      Este relato é uma reformulação fundamental da história da República Popular da China. Com riqueza de detalhes, pesquisa e um texto pontual, Frank Dikötter expõe um importante período da história chinesa e mostra que, em vez de desenvolver o país para se equiparar às superpotências mundiais, comprovando assim o poder do comunismo — como Mao imaginara —, o Grande Salto Adiante na verdade foi um passo gigante e catastrófico na direção oposta. O país virou palco de um dos assassinatos em massa mais cruéis de todos os tempos: pelo menos 45 milhões de pessoas morreram de exaustão, fome ou vítimas de abusos mortais das autoridades. Descortinando as maquinações cruéis nos corredores do poder e o cotidiano da população comum, A grande fome de Mao dá voz aos mortos e esquecidos.

  4. Leo Saraiva
    Leo Saraiva

    Número do processo Oeste ….número do processo…..vamos informar de maneira correta….

    1. Inteligencia Artificial
      Inteligencia Artificial

      Feliz final de semana, ja que o Sr fez o L e passa gastando o inutil tempo com comentarios mediocres, estaremos indicando a receita que nos paises comunistas é uma iguaria, bom apetite.
      Aproveite j{a que na Venezuela e Cuba a materia prima desapareceu, só restaram os ratos, (brevemente o Sr ira receber a receita para os ratos )
      Segue uma deliciosa receita de ensopado de cachorro retirada do blog Remonstrante:
      Ingredientes
      3 quilos de carne de cachorro.
      1 copo de vinagre
      6 colheres de sal
      50 gramas de pimenta do reino, moído grosso
      3 copos de molho de tomate (OPCIONAL: 3 tomates cortados em cubos, para enriquecer o ensopado)
      4 cebolas grandes picadas
      2 litros e meio de água (mais se você deseja um caldo mais leve, menos se mais grosso.)
      4 cenouras cortadas em rodelas
      3 batatas cozidas cortadas em quartos
      2 cabeças de alho moído
      meio abacaxi cortado em cubos
      1 ½ tablete knorr de fígado bovino
      Molho Tabasco a vontade (pra mim, quanto mais, melhor!)
      Modo de preparo
      Estando morto o cão, queime-o com fogo para tirar o pêlo, e enquanto ele ainda estiver quente comece a desmembrá-lo e descascar sua pele (uma boa faca e algumas dicas de qualquer açougueiro e você estará pronto. Corte a carne de sua preferência (a minha sendo as ancas posteriores) em cubos de 2 a 3 centímetros. Deixe a carne marinar numa mistura de vinagre, pimenta do reino, sal e alho por duas horas.
      Frite a carne numa grande panela junto com as cebolas, e vá adicionando as cebolas, as cenouras e os pimentões (agora seria um bom momento para colocar os tomates – ah, esqueçam o opcional lá em cima e coloquem mesmo tomates, ficará um primor). Por último, ponha os pedacinhos de abacaxi para garantir aquele exótico sabor tropical que todo mundo ama. Misture até tudo estar dourado e emanando um cheiro celestial.
      Adicione então o molho de tomate, a água fervente e o knorr de fígado, comece a misturar, e quando toda a panela começar a ferver, cubra-a, baixe o fogo, e deixe o cozinhar por mais uns quinze minutos. Destampe, tempere a gosto com tabasco, ou qualquer outro tempero de sua preferência, e sirva com arroz (de preferência integral, mas branco também serve.)
      O Jantar está servido!

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