O governo federal determinou a suspensão temporária da importação de cacau proveniente da Costa do Marfim, enquanto aguarda esclarecimentos e garantias do governo marfinense quanto à origem das amêndoas.
O país africano precisa assegurar que não há risco de o produto conter cacau de nações sem autorização para exportar ao território brasileiro.
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Segundo técnicos do Ministério da Agricultura, a interrupção é temporária e não representa uma solução definitiva para o segmento nacional.
O secretário-executivo da pasta, Irajá Lacerda, substituto do ministro Carlos Fávaro, que está em viagem à Ásia, oficializou a medida. A decisão consta no Despacho Decisório nº 456, desta segunda-feira, 23, publicado no Diário Oficial nesta terça-feira, 24.
O Ministério ressaltou que medidas como a proibição permanente da importação, sugerida por alguns produtores de cacau brasileiros, não estão nos planos do governo.
Suspensões sanitárias e exemplos recentes
A pasta reforçou que questões sanitárias podem ocasionar bloqueios comerciais, que são revertidos assim que os problemas forem solucionados pelo país exportador.
Ao Globo Rural, uma fonte ligada ao Ministério afirmou: “Problemas sanitários não fecham mercados para sempre”.
Como exemplo, a fonte mencionou a suspensão da entrada de camarão do Equador, ocorrida depois de irregularidades técnicas e sanitárias identificadas por missão brasileira.
O entendimento é que, uma vez solucionados os impasses, as restrições são eliminadas. Assim, o cenário do cacau é conjuntural e exige políticas mais estruturadas, não apenas restrições ao comércio.
Reações do setor
Antes do anúncio da suspensão, estava agendada para sexta-feira 27 a análise de um aumento do imposto de importação pelo Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex).
A iniciativa integra o pacote de ações discutidas pelo governo para responder às reivindicações de produtores da Bahia e do Pará, que enfrentam desvalorização interna do cacau e aumento da concorrência estrangeira.
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A Casa Civil passou a coordenar o assunto e reuniu autoridades nesta segunda-feira 23.
Recentemente, Helder Barbalho, governador do Pará, tratou do tema com o ministro Carlos Fávaro e integrantes do setor em Brasília.
No fim de janeiro, agricultores baianos protestaram contra as importações, e a Federação de Agricultura da Bahia (Faeb) exigiu providências do governo federal.
Dificuldades em mudanças no regime de drawback
Em Brasília, membros do governo avaliam que mudanças no regime de drawback — que prevê isenção para o cacau importado destinado à exportação de derivados — são de difícil execução.
A avaliação revela que a lei criou o mecanismo de maneira ampla, sem diferenciação por setor produtivo.
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Ação pelo mesmo ParTido de bandidos que destruiu intencionalmente por contaminação toda cadeia de produção de cacau no sul da Bahia. Esse partido é uma organização criminosa da pior espécie.