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Agronegócio

Fundo árabe aposta alto para produzir biocombustíveis no Brasil

Sob o controle da Família Real de Abu Dabi, o Mubadala aposta no agro nacional para a transição energética

Refinaria de Mataripe
Produção ocorrerá por meio da Acelen, na Bahia | Foto: Divulgação/Acelen

Sob o controle da Família Real de Abu Dab, o fundo Mubadala pretende investir US$ 13,5 bilhões (cerca de R$ 70 bilhões) para produzir biocombustíveis no Brasil. O país faz parte dos Emirados Árabes Unidos, região famosa por ser rica em petróleo.

Oscar Fahlgren, presidente do braço responsável pelas operações brasileiras do Mubadala, revelou a cifra em entrevista ao jornal Financial Times no último domingo, 5. De acordo com o executivo, “o Brasil está para a agricultura assim como Abu Dhabi está para o petróleo.”

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O montante será dividido em cinco fases de US$ 2,7 bilhões. Em cada uma delas, a Acelen, refinaria de petróleo do grupo na Bahia, deve adquirir a capacidade de refino de 20 mil barris de biocombustíveis por dia — a primeira leva da produção verde deve começar em 2026. As principais matérias-primas serão os óleos de macaúba, conforme Oeste antecipou.

“É um projeto de capital muito importante”, disse Fahlgren. “Vejo uma tremenda oportunidade de investir no espaço de transição para energia verde no Brasil.”
As operações da Mubadala na refinaria baiana começaram em dezembro de 2021, quando assumiu a instalação que antes pertencia à Petrobras.

O lugar opera desde 1950 e tem capacidade para refinar 300 mil barris por dia. Atualmente, a produção local representa 80% da demanda do Estado. Os planos do fundo árabe para o Brasil, contudo, não se limitam à Bahia.

Outros ativos do Mubadala no Brasil

O Mubadala hoje é sócio majoritário da Zamp, empresa que controla as franquias de lanchonetes Burger King e Popeyes no Brasil. Entre outros ativos, a carteira também inclui a empresa que organiza o Grande Prêmio de Fórmula 1 de São Paulo e participações no conjunto de rodovias Rota das Bandeiras., no Porto do Sudeste, na Prumo Logística. Além disso, o grupo quer criar outra Bolsa de Valores no Brasil para rivalizar com a B3.

“O Brasil é um país muito grande e possui apenas uma bolsa de valores”, afirmou o executivo responsável pelas operações do Mubadala no país. “Acho que essa é uma infraestrutura abaixo do ideal para os participantes que operam nesse segmento.”

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