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Agronegócio

Empresa apresenta primeiro caminhão do Brasil movido a biometano suíno

Protótipo foi desenvolvido por meio de uma parceria entre a Universidade do Vale do Taquari (Univates) e a Nutribras Alimentos

Com a presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, foi apresentado na semana passada, em Sorriso (MT), o primeiro caminhão do Brasil movido a biometano suíno. Equipado com um motor híbrido, também movido por óleo diesel, o protótipo foi desenvolvido por meio de uma parceria entre a Universidade do Vale do Taquari (Univates) e a Nutribras Alimentos, empresa especializada no processo de suinocultura autossustentável.

De acordo com o diretor-presidente da companhia, Paulo Lucion, a próxima etapa do projeto prevê o aperfeiçoamento do modelo. A ideia é expandir a tecnologia para os demais veículos da frota da empresa — formada por veículos leves, caminhões, ônibus e tratores agrícolas.

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Por meio desse processo, os dejetos suínos passam por um tratamento específico para a extração de biogás e biofertilizantes, que são revertidos, respectivamente, na redução do custo de energia elétrica e em adubo orgânico capaz de potencializar as lavouras de soja e de milho.

“Quanto mais ando pelo Brasil, maior é minha admiração pelo que o setor produtivo vem fazendo pelo país”, elogiou a ministra da Agricultura. “São inúmeros projetos desenvolvidos e mantidos com recursos próprios. São empreendedores que vão muito além da produção. Eles querem contribuir com o país e isso é muito gratificante.”

Lucion destacou a “responsabilidade social e ambiental” do projeto. “Poder contribuir com o desenvolvimento da cadeia produtiva da suinocultura é algo inexplicável”, afirma o presidente da Nutribras. “Essa mudança proporcionou a criação de um novo ciclo de produção. Os suínos são alimentados com ração composta de soja e milho. Por sua vez, os rejeitos orgânicos retornam para a cadeia produtiva seja como adubo, seja como energia elétrica e, a partir de agora, como combustível de caminhões.”

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Além do município de Sorriso, a empresa tem uma unidade localizada na cidade de Vera, também em Mato Grosso. A companhia tem capacidade para abater e processar cerca de 3 mil suínos por dia.

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Ideia é expandir a tecnologia para os demais veículos da frota da empresa | Foto: Divulgação

6 comentários
  1. Edmar Sarah de Oliveira
    Edmar Sarah de Oliveira

    Com um governo que não rouba e nem deixa roubar, toda a sociedade de bem desse pais BRASIL, passa a acreditar e produzir inovações e ciência. Viva os patriotas, viva o Brasil e viva Bolsonaro.

  2. Lucio Sattamini
    Lucio Sattamini

    Nenhum sistema digestivo aproveita 100% do que é ingerido. No caso dos suínos, parece que só 30%. Então o melhor uso para o cocô de porco seria alguma lavagem e reintrodução na alimentação, mas normas absurdas proíbem tal pratica.

    Vários animais se alimentam de suas próprias fezes, entre eles chimpanzés, hienas e parece que humanos petistas.

    In casu, o popular metano, CH4, é o mesmo, vindo ele de cocô de porco, pum de vaca ou das profundezas do oceano.

  3. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    “…passam por um tratamento específico para a extração de biogás e biofertilizantes…”
    São os chamados biodigestores. A iniciativa é fantástica e merece todo nosso aplauso. Mata dois capirotos com uma cacetada só.

  4. Eduardo
    Eduardo

    Fantástico! Será que um dia será possível expandir isso até para nossos dejetos e tornar a cadeia totalmente sustentável? Não vejo outra saída para o futuro.

    1. Paulo Renato Versiani Velloso
      Paulo Renato Versiani Velloso

      Sim, isso é possível, inclusive na China isso já acontece, não de forma total, mas acontece.

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