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Agronegócio

Sistema digital da Embrapa auxilia produtores de uva

O sistema desenvolvido auxilia no controle de uma das principais pragas que afetam a cultura

Videira Foto: Haroldo Tonetto/Jahde Tecnologia

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) licenciou um sistema digital em dezembro de 2021 que previne os danos causados pelo míldio nas plantações de uva. A praga é uma das piores da cultura no país.

Denominado Crops, o programa foi desenvolvido em parceria com a startup Jahde Tecnologia e a Cooperativa Vinícola Aurora — a maior do setor na América Latina.

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“Com base nessa realidade, procuramos a Embrapa e conjuntamente identificamos uma startup para desenvolver um modelo similar em território nacional”, afirma Maurício Bonafé, coordenador da cooperativa.

Funcionamento

O Crops emite alertas diários customizados. O sistema utiliza dados climáticos, da biologia da praga, do tipo de fungicida disponível e da resistência da planta para determinar a época ideal de controle e estabelecer a quantidade e a frequência de pulverizações. A coleta de dados do clima é feita a cada 30 minutos.

“O algoritmo está inserido em um sistema maior, que solicita, organiza, guarda e faz tratamento de dados de estações meteorológicas, cruzando diariamente as informações oriundas dessas estações com o modelo de prognóstico”, explicou Haroldo Tonetto, proprietário da Jahde Tecnologia.

Embrapa Uva e Vinho entra no mercado digital

Esse é o primeiro licenciamento comercial de software da Embrapa Uva e Vinho. A inovação pode diminuir a utilização de defensivos agrícolas, conforme explica Lucas Garrido, pesquisador que coordenou de desenvolvimento da ferramenta.

“Com o monitoramento automático e sistemas inteligentes, como o Crops, a viticultura pode reduzir o uso de agroquímicos, principalmente em anos secos, melhorar a sustentabilidade dos vinhedos e diminuir o custo de produção, dando segurança sobre o momento certo para o produtor fazer o manejo fitossanitário”, afirmou Garrido.

A Embrapa testa o Crops desde 2018. Desse modo, a validação levou três safras. No primeiro ano, apenas parreiras de uva Isabel foram monitoradas. Nos seguintes, houve a expansão para outras espécies. O responsável pela empresa Jahde relata que houve “economia em aplicação” de defensivos.

Leia mais: “Pulverizando mitos”, reportagem de Edilson Salgueiro para a edição 100 da Revista Oeste

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