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Agronegócio

Do agronegócio para a escola

Projeto mostra a tecnologia da agropecuária brasileira a estudantes

Agronegócio brasileiro
Modelo Jacto Uniport 3030, pulverizador da Jacto | Foto: Reprodução/Jacto

Tecnologia, ciência e inovação é o tripé que move o agronegócio brasileiro. Um projeto assumiu a missão de mostrar essa realidade: o Vivenciando a Prática, que leva estudantes para conhecer o dia a dia do campo no país, trazendo luz às oportunidades do setor.

A iniciativa é mantida pela associação De Olho no Material Escolar, que surgiu como uma resposta de mães ligadas à produção rural às informações incorretas propagadas sobre o setor nas escolas. Letícia Zamperlini Jacintho, de 41 anos, preside o grupo e participou das visitas dos alunos à Agrishow.

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Entre os grandes parceiros nessa empreitada está a Jacto. A empresa foca na face tecnológica do setor, produzindo equipamentos com os mais modernos recursos para otimizar a produção agrícola.

Letícia Zamperlini Jacintho preside De Olho no Material Escolar | Foto: Divulgação

Durante a Agrishow de 2023, o Vivenciando a Prática levou estudantes das escolas de Ribeirão Preto (SP), cidade sede do evento, para conhecerem a exposição. O estande da Jacto era um dos destinos encantando os visitantes urbanos, que descobriram um “inesperado” mundo de tecnologia ligado à produção rural.

Um mundo novo para os alunos

Entre os equipamentos que mais surpreendiam, uma máquina para a pulverização das lavouras que tem um cockpit parecido com o de uma nave espacial, com sensores e painéis. “Eu não imaginava um equipamento tão diferente”, disse um dos alunos no estande.

A tecnologia embarcada do setor era uma revelação tão inédita para ele e outros tantos alunos quanto a vista agradável de um animal livre e nativo quase nunca encontrado na cidade, como uma arara azul ou um tamanduá. Além disso, os adolescentes se impressionaram com as cifras milionárias. “Vale mais que uma Ferrari”, disse um estudante ao saber de uma máquina com preço de R$ 2 milhões. Rafael, um dos alunos com quem Oeste conversou, sonha em ser jogador de futebol, mas quer “comprar uma fazenda com máquinas assim” quando for famoso.

Um dos representantes da Jacto no evento foi Shiro Nishimura, último membro da família que presidiu a empresa e filho do fundador da companhia, Shunji Nishimura. De acordo com o empresário, o trabalho realizado pelo Vivenciando a Prática é fundamental. “Sem comida o Brasil para, é preciso cuidar do agronegócio brasileiro”, disse.

A preocupação da companhia com educação aparece em gestos. A Jacto mantém a Fundação Shunji Nishimura, focada no tripé agricultura, tecnologia e educação. A instituição trabalha em parceria estreita com a Fatec de Pompeia, cidade sede da empresa e da fundação.

Shiro é membro benemérito do conselho da instituição. “A fundação existe porque meu pai quis retribuir ao país pela prosperidade que teve”, declarou. “Ele veio pobre para o Brasil e sempre dizia que nenhum país do mundo recebe um imigrante e deixa ele ‘crescer’ tanto como aqui. Liderança se forma quando criança, por isso a gente investe em educação.”

De acordo com o empresário, a iniciativa do Vivenciando a Prática é maravilhosa. “O trabalho liderado pela Letícia tem princípios e valores”, afirmou.

Ciência na escola

A presidente do De Olho no Material Escolar resume a missão: “Trazer a ciência para o material didático”. Letícia explicou que um levantamento feito em parceria com a Universidade de São Paulo mostrou que apenas 3% das menções ao agronegócio nos livros usados nas escolas são de fontes científicas. “Isso é muito grave”, comentou.

“Vejam, pela Agrishow, o tamanho do agronegócio brasileiro, quanta tecnologia e quantas profissões diferentes”, afirmou. “Trazemos os alunos aqui para conhecerem as oportunidades do agro para eles.”

O Vivenciando a Prática levou 27 escolas à Agrishow deste ano. Ao todo, 3 mil alunos tiveram a oportunidade de conhecer um pouco dos muitos avanços gerados pelo agronegócio brasileiro e das oportunidades que podem fazer deles adultos realizados.

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1 comentário
  1. Christian
    Christian

    Isto me lembra o meu pai, empresário que prestava serviços de engenharia para várias empresas nos levando para conhecer o processo produtivos delas. Nunca me esqueço, as visitas a Estaleiros, indústrias petroleiras, hidroelétricas, fabricantes de máquinas pesadas enfim, um mundo se abriu na minha frente com apenas 13 anos. Os meus olhos brilhavam…! bons tempos.

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