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Agronegócio

Dia do cacau: conheça o xocolatl, bebida dos deuses e origem do chocolate

'Amargo como sofrimento e forte como a virtude', diziam os astecas

O uso do cacau remente aos Astecas | Foto: Revista Oeste/Feito por IA

Popular por causa do chocolate, o cacau tem um dia mundial para chamar de seu — e é nesta quarta-feira, 26. O apreço pela semente que dá origem ao confeito vem de séculos atrás e remonta aos povos originários das Américas.

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Muito antes de as caravelas de Cristóvão Colombo cruzarem o Atlântico, os astecas já conheciam e consumiam o fruto. As sementes eram tão valiosas que eram usadas até como dinheiro, além, é claro, da fabricação de alimentos. Um deles era o xocolatl — termo que deu origem ao nome “chocolate”.

Cacau: o alimento dos deuses

O xocolatl dos astecas era uma bebida amarga — como é o sabor dos chocolates mais puros hoje em dia. Já na época dos povos originários, o apreço por essa bebida era tão grande que seu consumo estava associado ao ganho de energia e à conexão com o sagrado.

Uma história de amor

Na mitologia asteca, a criação do fruto remete a uma história de amor que envolve um deus e uma nobre. De acordo com a National Geographic, a lenda conta que Quetzalcóatl teria se casado com a princesa Tula quando esteve na Terra e deu à humanidade a agricultura, a ciência e as artes.

Em comemoração às bodas, o deus criou um paraíso onde o algodão nascia em cores diferentes, a água brotava cristalina, e tudo era repleto de pedras preciosas e plantas. Nesse lugar, destacava-se a cacahuaquahitl, a árvore do cacau.

Os outros deuses não gostaram do presente dado aos homens, uma vez que a fruta era um alimento exclusivo para eles. Como vingança, mataram Tula.

A morte da amada deixou Quetzalcóatl desolado, fazendo-o chorar sangue sobre a Terra, o que deu origem ao cacau mais puro. Segundo o mito, “o fruto era amargo como o sofrimento, forte como a virtude e vermelho como o sangue da princesa”.

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