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Agronegócio

Cinco mentiras sobre agronegócio que contaram para você

Apesar de a produção de comida ser a mais lembrada, o setor vai muito além da alimentação

Plantação de soja em Alto Paraíso, Goiás Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um vídeo que circula nas redes sociais acaba com cinco mentiras sobre o agronegócio brasileiro. Quem faz a gravação é Rafael Pezenti, filho de agricultores e chefe de gabinete do deputado federal Peninha (MDB-SC).

Apesar de a produção de comida ser a atividade mais lembrada, Pezenti destaca que o setor vai “muito além da produção alimentos”. “Você veste o agro, calça o agro e, até para abastecer, é agro também. Não se esqueça que 27% da gasolina que está no tanque do seu carro é etanol.” As mentiras sobre o agronegócio abordadas estão relacionadas aos defensivos agrícolas, transgênicos, consumo de orgânicos, envenenamento dos alimentos e desmatamento.

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De acordo com Pezenti, a utilização de defensivos se reduz a cada ano. Os alimentos orgânicos também utilizam produtos químicos, embora não sintéticos. E a agricultura transgênica aumentou o suprimento mundial de alimentos. Ele ainda revela que os agricultores brasileiros preservam em suas propriedades o equivalente à área de 16 países europeus.

“Meus pais produziam na década de 1990, com milho tradicional, cerca de 70 sacas por hectare”, lembra. “Depois vieram os transgênicos e hoje eles produzem 200 sacas por hectare. Usa-se menor terreno para se produzir bem mais.”

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1 comentário
  1. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Excelente matéria Artur, e foi muito bom que logo no inicio da apresentação Rafael tenha esclarecido que o agro não é só alimentação, mas também veste e calça AGRO, e principalmente que 27% da gasolina comum é etanol.
    Somente não compreendo porque nossa agropecuária autossuficiente em soja, cana, milho e outras colheitas, não mantem um estoque regulador para o abastecimento do mercado interno, alimente o mundo e pratique a mesma política de paridade de preços que necessariamente a Petrobras tem que praticar porque não possui produção suficiente de refinados do petróleo para abastecer o mercado interno. Não vemos os políticos, governadores e imprensa questionarem o alto preço do óleo de soja (900 ml.) que no final de 2019 custava R$2,70 e hoje R$8,00 , do açúcar e etanol, da carne e outros.
    A propósito, a Petrobras é diariamente detonada por autoridades políticas do passado nefasto e pela decadente imprensa, como principal vilã no preço dos combustíveis, quando deveriam destacar que o ICMS que nada produz, e o álcool anidro são os principais vilões do preço da gasolina comum, basta olhar o site da Petrobras e verificar que no último levantamento do preço médio da gasolina R$6,76 nas bombas (14 a 20/11), a PETROBRAS recebe somente R$2,33 pelos 73% da gasolina A que compõe com os 27% de álcool anidro, o litro de gasolina comum nas bombas.
    Os usineiros recebem R$1,18 pelos 27% do álcool anidro. Logo, se 73% de gasolina A custa R$ 2,33, o preço por lt. é R$2,33/0,73=R$3,19 e os 27% do álcool anidro custa R$1,18, o preço por lt. é R$1,18/0,27=R$4,37. Logo, antes da Petrobras, temos o vilão USINEIRO. Confesso que não sabia que 1 lt. de álcool anidro é atualmente 37% mais caro que a gasolina A. (4,33/3,19).
    Nada a ver com o assunto AGRO desta matéria, mas o valor de ICMS que os governadores recebem é de R$1,77 sobre os R$6,76 e que representam 76% do vr. recebido pela Petrobras e 50,4% do combustível gasolina comum (R$3,51).
    Somados os valores de impostos federais R$ 0,69(fixo por lt), e o distr/revenda R$0,79, totalizam o preço final de R$ 6,76 nas bombas.
    Creio que é importante que a inteligência dos empresários da agropecuária deveria despertar para no próprio meio criar bancos próprios de fomento para estabelecer um equilíbrio nos preços de fornecimento no mercado interno.

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