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Agronegócio

China interrompe compras de soja dos EUA

Anteriormente, o mercado chinês absorvia metade das exportações norte-americanas do grão

Os presidentes Donald Trump (EUA) e Xi Jinping | Foto: Reprodução/White House
Os presidentes Donald Trump (EUA) e Xi Jinping | Foto: Reprodução/White House


Além do Brasil, ninguém produz mais soja no planeta do que os Estados Unidos. O principal importador global é a China. Porém, os chineses estão reduzindo as compras dos agricultores norte-americanos em meio à guerra comercial com Donald Trump, o presidente dos EUA.

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Ao menos em setembro, nenhum grama do grão colhido nos EUA entrou no mercado chinês, segundo a Administração-Geral de Alfândega da China. Trata-se da primeira interrupção completa ao longo de um mês inteiro desde novembro de 2018 no comércio do grão entre os dois países. É um desfalque para o principal produto da pauta de exportações agrícolas norte-americanas e um ato na contramão da declaração dada por Donald Trump em agosto: ele manifestou o desejo de que os chineses quadruplicassem as compras dos grãos norte-americanos.

Soja dos EUA para a China

Com mais de 1 bilhão de bocas para alimentar e um sistema de produção de proteína animal fortemente dependente da oferta de grãos, os chineses são os maiores clientes das lavouras de soja norte-americanas. Ao todo, o país exportou 52 milhões de toneladas ao longo de 2024 — metade delas teve como destino a China, em troca de US$ 12 bilhões.

A produção norte-americana de 2025 deve ser de 118 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Antes da interrupção chinesa, por volta de 45% tinha como destino as exportações. Sem Pequim, uma enxurrada de grãos ameaça inundar o mercado interno — e mais oferta quase sempre significa menor preço para o agricultor.

Ao mesmo tempo, do outro lado da América, o resultado pode ser outro. Em setembro de 2025, o Brasil quebrou recordes tanto de faturamento quanto de embarques com as vendas de soja para a China. Foram 6,8 milhões de toneladas pelo pagamento de US$ 2,9 bilhões. Os agricultores brasileiros respondem por cerca de 40% de toda a oferta do grão do planeta e por 60% de todo o consumo chinês do grão — uma porção que pode aumentar ainda mais se os chineses insistirem em não comprar dos EUA.

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2 comentários
  1. Ed Nastar
    Ed Nastar

    Muito bom ! Reportagem imparcial foco na noticia, Parabens.

  2. João Antônio Dohms
    João Antônio Dohms

    Reportagem fraca ,
    Até uma criança de 10 anos de idade poderia fazer uma reportagem similar .
    Altamente superficial .

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