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Agronegócio

Cargill: 'Safra recorde vai ajudar a combater a inflação no Brasil'

Presidente da empresa no país, Paulo Sousa enxerga um cenário promissor com a colheita local

O país terá uma colheita recorde de grãos | Foto: Foto: Arquivo/Agência Brasil

Paulo Sousa, presidente da Cargill no Brasil, disse que o resultado recorde da safra brasileira vai ajudar a combater a inflação no país. O executivo também divulgou o faturamento local da empresa em 2022: R$ 126 bilhões.

“Na parte de produção, é tudo muito positivo e deve levar a um cenário de abastecimento doméstico tranquilo e estoques de passagem no fim deste ano confortáveis, e isso vai ajudar a combater a inflação”, disse o presidente da Cargill, sobre os efeitos da safra brasileira. “E, como o produtor teve um rendimento muito bom, a lucratividade ainda está em níveis confortáveis.”

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Sousa afirmou que a empresa enxerga um cenário positivo para o país, citando a colheita de soja nacional de 2022 — a maior da história até hoje. Ele também está atento à produção nacional de milho, que, em 2023, será a maior já colhida localmente. Na mira, as compras chinesas.

Cargill e a maior safra brasileira de grãos

Os dados da Companhia Nacional de Abastecimento dão a dimensão do tamanho da colheita de 2023. Pela contas do órgão, serão pouco mais de 310 milhões de toneladas de grãos. Desse volume, quase 155 milhões de toneladas são de soja e 125 milhões de toneladas de milho.

Agropecuária exportações janeiro
Debulhadora de milhos | Foto: Reprodução/Aegro

“O principal ponto de interrogação é a demanda chinesa, que está um pouco abaixo da expectativa”, disse. “O Brasil vai ter volume tanto de soja quanto de milho para oferecer. Agora vamos ver qual o tamanho do apetite da demanda chinesa para saber se pode vir a ser um volume recorde.”

Segundo a revista Exame, o executivo da Cargill avalia que a safra brasileira pode, pela primeira vez, tornar o país o maior exportador de milho do mundo. “Pode ser que no ano que vem os EUA retomem (o posto de maior exportador), mas acreditamos que no médio e longo prazo o Brasil venha a assumir essa posição com a mesma clareza que nós temos com soja, açúcar, café e outros produtos.”

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