Depois de sofrer impactos com o “tarifaço” dos Estados Unidos, o café brasileiro ampliou sua presença em outros mercados. Em setembro, as exportações para a Colômbia cresceram mais de 460% em relação ao mesmo mês de 2024, ao superar pouco mais de 7 mil toneladas. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram divulgados nesta segunda-feira, 6.
+ Leia mais notícias de Agronegócio em Oeste
Receba nossas atualizações
O volume embarcado para os norte-americanos registrou queda, com 17,7 mil toneladas enviadas em setembro. Trata-se uma redução de 12% em relação às 20,2 mil toneladas de julho, mês anterior ao início da tarifa de 50%. Mesmo assim, a queda foi menor do que se previa inicialmente pelo setor agropecuário.
Colômbia ganha destaque como destino do café brasileiro
A Colômbia, segunda maior produtora global de café arábica, atrás apenas do Brasil, tornou-se um destino relevante para o produto nacional, especialmente depois da retração no mercado dos Estados Unidos. Em agosto, o Brasil havia exportado pouco mais de 3 mil toneladas para os colombianos.
Já a carne bovina, que passou a pagar tarifa de 76% para entrar nos EUA, teve embarques reduzidos. A média mensal foi de 9,6 mil toneladas em agosto e setembro. O número é 47% menor do que o registrado em julho.
Leia também: “‘Efeito cascata’ das recuperações judiciais preocupa a Faria Lima”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 290 da Revista Oeste
Apesar desses obstáculos, o desempenho geral das exportações brasileiras de carnes atingiu um recorde de 347 mil toneladas em setembro. De janeiro a setembro, o setor já soma 7,26 milhões de toneladas vendidas ao exterior, com receitas de US$ 22 bilhões — alta de 20% sobre o ano anterior.
Exportações de carnes, aves e suínos mantêm força no exterior

No segmento avícola, mesmo sem a retomada da China depois do registro do primeiro caso de gripe aviária, as receitas se mantêm estáveis em US$ 7 bilhões. As vendas externas de carne suína totalizam 1,11 milhão de toneladas e geram US$ 2,7 bilhões no período.
Produtos dependentes do mercado norte-americano sentiram mais fortemente o impacto das tarifas. As exportações de sebo caíram de 56 mil toneladas em julho para 26 mil em setembro, enquanto os embarques de mel diminuíram 24% e ficaram em 2,3 mil toneladas no mês passado, durante o período de renovação de contratos da nova safra.
Setores mais dependentes dos EUA sofrem retração
Outros setores também registraram retração. A madeira exportada passou de 152 mil toneladas em julho para 52 mil em setembro. No caso da manga, os Estados Unidos compraram 13,9 mil toneladas em setembro e igualaram o número do mesmo mês de 2024, depois de terem importado 2,9 mil toneladas em agosto, segundo a Secex.
Etanol e tabaco foram especialmente afetados. As exportações de álcool para os norte-americanos caíram de 23 mil toneladas em julho para apenas 967 em setembro. O tabaco também teve forte queda, de 5,8 milhões para 1,26 milhão de toneladas no mesmo período, conforme os dados.
































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.