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Agronegócio

Bunge desiste de comprar empresa no Brasil

O negócio é um dos grandes fornecedores de ração para salamões os criadores de salmão Noruega

Bunge agronegócio brasileiro
A Bunge é um dos gigantes do agro mundial | Divulgação/Site da Bunge

A Bunge desfez um acordo bilionário. Gigante do agro mundial, o grupo recuou da aquisição da CJ Selecta, uma das maiores processadoras de soja do Brasil — e o país ocupa posição estratégica na produção global do grão.

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Segundo um comunicado da Bunge, o prazo para a conclusão expirou sem as devidas aprovações regulatórias — e houve preocupação com a forma como a CJ conduzia os negócios. No texto, ela ressalta que as operações de ambas as empresas não se misturaram durante o período de avaliação regulatória da transação.

Controlada pelo grupo sul-coreano CJ Cheiljedang, a CJ Selecta tem sede em Uberlândia, no interior de Minas Gerais. A Bunge havia fechado um acordo para pagar R$ 1,7 bilhão pelo negócio no Brasil. Seu carro-chefe é o farelo proteico extraído da soja, com o esmagamento anual de cerca de 700 mil toneladas.

De acordo com o AG Feed, os principais mercados da empresa são Chile e Noruega. Nesses países, o farelo é usado para engordar salmões. Trata-se de um negócio de valor agregado — e a produção no território brasileiro não é por acaso.

Soja do Brasil: o grão que nutre o mundo

Os agricultores do país são os maiores produtores do planeta. Eles abastecem cerca de 40% de todo o consumo mundial do grão — cuja proteína não vira apenas carne de peixe. A ração feita com soja brasileira é também base para a nutrição de aves, suínos e até bovinos, quando em confinamento.

Os chineses, por exemplo, compram quase 70% de toda a safra brasileira — e o destino é certeiro: vai para o cocho de animais de várias espécies e vira carne para a população. O processamento também gera matéria-prima para outros ramos industriais. A CJ Selecta, por exemplo, faz até etanol a partir da soja. Assim, a soja do Brasil vale bem mais do que dinheiro — em qualquer parte do mundo.

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