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Agronegócio

Brasil tenta acordo com a China sobre a exportação de carne bovina

Governo avalia redistribuição de volumes e vê baixo risco comercial por nova taxa

A China é o maior importador de carne do Brasil | Foto: Reprodução/Abiec
A China é o maior importador de carne do Brasil | Foto: Reprodução/Abiec

O governo brasileiro vai negociar com a China para manter as exportações de carne bovina sem a tarifa adicional de 55% anunciada pelo país asiático. A medida incide sobre envios que ultrapassem as cotas estabelecidas.

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, sugeriu à CNN que o Brasil pode assumir as cotas de países que não exportarem ou não cumprirem seus limites. “Vamos propor a eles que, se algum país não for cumprir a sua cota, que transfira ao Brasil”, afirmou.

Fávaro explicou que o ministério já tinha conhecimento das medidas de salvaguarda impostas pelos chineses devido ao excesso de oferta interna de carne bovina. “Vamos negociar com a China durante o ano de 2026″, acrescentou. “Além de outros detalhes dessa negociação que são permanentes e constantes.”

Cálculo das cotas e impacto esperado por mudança da China

O Ministério do Comércio da China definiu as cotas com base nas importações de junho de 2021 a junho de 2024. O Brasil recebeu uma cota de 1,106 milhão de toneladas, equivalente a 44% do total que a China permitirá importar com tarifas regulares em 2026. Esse volume está próximo do que o país já exporta atualmente ao mercado chinês.

O ajuste tarifário chinês ocorre em um momento em que o Brasil já lidera amplamente o fornecimento de carne bovina ao mercado do país asiático, que representa uma proporção significativa das exportações brasileiras do produto. Em 2024, os pecuaristas brasileiros lideraram as vendas para o mercado chinês, com mais de 1,3 milhão de toneladas embarcadas, fazendo da China o principal destino da proteína nacional

Fávaro afirmou que os impactos da nova tarifa são limitados. “De modo geral, não é algo preocupante”, disse o ministro. “O Brasil está relativamente preparado para intempéries comerciais.”

Leia mais: “Taxa chinesa de 55% sobre a carne atinge um dos grandes negócios do agro brasileiro”

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