A história da cachaça praticamente se confunde com a do Brasil. Hoje, a bebida é consumida de Norte a Sul do país e ganhou uma data no calendário: 13 de setembro, Dia Nacional da Cachaça.
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Quando Pedro Álvares Cabral pisou pela primeira vez no Brasil, em 1500, os indígenas não lhe ofereceram nada alcoólico para beber. Os portugueses que chegaram logo depois precisaram inventar algo para encher o copo quando não estavam trabalhando. Assim surgiu a cachaça.
De acordo com o Instituto Brasileiro da Cachaça, isso aconteceu na ilha de Itamaracá, em Pernambuco. Em 1516, um grupo de portugueses se estabeleceu por lá e construiu o primeiro engenho da América, onde também começaram a fabricar a bebida. Mas nada disso aconteceu em um 13 de setembro. A escolha da data tem outro motivo: uma revolta.
Dia Nacional da Cachaça
Por cerca de um século, a produção seguiu livre. Em 1635, porém, a Coroa Portuguesa decidiu impor um freio nos alambiques brasileiros. Por trás da iniciativa, estava o interesse em manter o monopólio sobre o fornecimento de bebidas alcoólicas na metrópole — Portugal.
Em 1660, o cerco apertou a tal ponto que os produtores da cidade do Rio de Janeiro organizaram um levante. Em 13 de setembro de 1661, a Coroa cedeu e liberou a produção no país. Séculos depois, em 2009, a data que marcou a vitória da revolta foi escolhida para celebrar o Dia da Cachaça.
No Brasil de hoje
Com exceção de Amazonas e Roraima, todos os estados brasileiros têm fábricas de cachaça atualmente. Ao longo de 2024, foram produzidos quase 300 milhões de litros da bebida.
A matéria-prima das destilarias é o caldo de cana-de-açúcar fermentado, mas isso não basta para dar nome à bebida. Cachaça, como todos os brasileiros, tem de ser feita no Brasil.
































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