A produção de soja, grande estrela do agro brasileiro, deve ser recorde em 2025.
Serão 171 milhões de toneladas. São mais de 10 milhões a mais em comparação à maior colheita registrada anteriormente: as 159 milhões de toneladas de 2023. Os números são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
+ Conheça O Brasil que funciona — o país de quem produz
Receba nossas atualizações
A produção extraordinária não seria possível sem outro recorde: o de produtividade das lavouras de soja do Brasil. Trata-se de quanto um agricultor consegue extrair de cada palmo de terra cultivado.
Em pouco menos de 50 anos, a agricultura nacional conseguiu dobrar a colheita por metro quadrado. Na safra de 1977, foram 180 g. Para 2025, a previsão é de 360 g. É algo quase do tamanho equivalente ao saco de meio quilo de feijão vendido nas gôndolas dos supermercados. E a maior parte disso não vai parar nas prateleiras — em vez disso, vira montanhas de dólares.
Produção de soja do Brasil para o mundo
Conforme mostram os dados da Conab, 6 de cada 10 kg colhidos no país vão para o exterior. A safra nacional é a maior do planeta e corresponde a 40% da colheita mundial. O grande cliente brasileiro é a China, que precisa do produto para garantir a oferta de carne nas mesas da população.
Na pecuária bovina chinesa, o grão é o pasto. O gado é criado confinado, e sua base alimentar é a ração, que é sua fonte básica de proteína — fundamental para o animal gerar carne, couro e ossos. É o mesmo tipo de dieta de aves e suínos, as duas maiores fontes de carne para a população da China.
Assim, além da carne, o grão garante ovos, bacon e leite aos chineses. Sem o grão, nada de cheeseburger em Pequim, coxa de frango em Xangai, omelete em Cantão, iogurte em Wuhan, pernil para o operário e picanha de primeira para a elite do Partido Comunista.
Para o Brasil, fornecer soja para os chineses manterem seus rebanhos rendeu US$ 31,5 bilhões ao longo de 2024. E ainda há o lucro em exportar para o restante do mundo: outros US$ 43 bilhões.






































… Mas o agro é fascista, de acordo com bebum criminoso de nove-dedos.