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Agronegócio

Bancada do agro quer derrubar vetos de Lula contra flexibilização dos registros de defensivos

Tema, que foi aprovado pelo Senado, tramitou por quase 20 anos no Congresso Nacional

bancada do agro - defensivos
Flexibilização dos registros de defensivos agrícolas no país | Foto: Mariana Serdynska/Shutterstock

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), colegiado que representa a bancada do agro, quer derrubar os vetos presidenciais sobre o Projeto de Lei 14.785. A proposta é conhecida como novo marco legal dos defensivos agrícolas.

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“Um tema que tramitou mais de 20 anos no Congresso Nacional, que teve aprovação quase unânime no Senado e que o presidente Lula, em uma demonstração de desrespeito total ao Parlamento e predileção por jogar com sua torcida do que efetivamente cumprir sua obrigação, veta os principais trechos”, disse o presidente da bancada do agro, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR). O posicionamento do parlamentar sobre o tema foi externado por meio de vídeo publicado nas redes sociais.

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O projeto sobre flexibilização dos registros de defensivos agrícolas no país, aprovado pelo Senado em 28 de novembro, foi sancionado nesta quinta-feira, 28, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas com veto a 14 trechos originais do texto. “Vamos derrubar esses vetos. Temos votos para isso, assim como fizemos com o marco temporal”, acrescentou Lupion.

fpa - pedro lupion - bancada do agro
O deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), atual presidente da FPA, durante entrevista coletiva na sede do colegiado, em Brasília | Foto: Divulgação/FPA

O marco legal dos defensivos agrícolas dispõe novas regras sobre os seguintes pontes relacionados ao tema: pesquisa, experimentação, produção, embalagem, rotulagem, transporte, armazenamento, comercialização, utilização, importação, exportação, destino final dos resíduos e das embalagens, registro, classificação, controle, inspeção e a fiscalização de defensivos agrícolas, de produtos de controle ambiental, de seus produtos técnicos e afins.

Os principais pontos vetados pelo presidente da República que desagradaram à bancada do agro, à indústria e ao setor produtivo foram a retirada da coordenação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) sobre os processos de reanálise de defensivos e sobre pedidos de registro de produtos semelhantes durante esses processos.

O Palácio do Planalto informou que os incisos I, II e III do artigo 27 do PL foram vetados porque, em conjunto, eles representam a extinção do atual modelo regulatório tripartite (Saúde, Meio Ambiente e Agricultura) de registro e controle de defensivos agrícolas, adotado no Brasil desde 1989.

“Com isso, o veto evitará que as avaliações ambientais e de saúde passem a ser conduzidas, exclusivamente, pelo Ministério da Agricultura”, explicou o governo. Outro ponto vetado foi o artigo 28 (caput e parágrafo único), que estabelece que, para os casos de reanálise dos defensivos, a manifestação do órgão ambiental (Ibama) e de saúde (Anvisa) é uma “mera complementação” da atuação do Mapa.

Leia também: “A volta do terror no campo”, reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 197 da Revista Oeste


Revista Oeste com informações da Agência Estado

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4 comentários
  1. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    O problema do Agro não são defensivos agrícolas, solo e clima inóspito, competência e falta de mão-de-obra; é o mundo de dinheiro injetado para os corruptos, venais e traidores internos, de modo que o sabotem defendendo interesses estrangeiros.
    Falta de caráter; esse é o problema do Agro!

  2. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Esses vendidos dessa bancada do agro, não tem nenhuma moral para derrubar integralmente os vetos de seu dono, o “capo di tutti capi”, mais conhecido pela alcunha de NoveDedos. Tanto é que o seu porta-voz (dos ruralistas) disse que irá derrubar os 14 itens vetados pelo mafioso. Devo lembrar a essas prostitutas ruralistas que deveriam então devolver o que receberam em “emendas parlamentares” pagas pelo moço aí. Que negócio é esse? Recebem adiantado e depois não querem prestar o serviço na integralidade? O preço pago foi para prestar serviço completo…Aí não pode, aí não dá!

  3. Luís Fernando Belix
    Luís Fernando Belix

    Esperar que um criminoso respeite o Parlamentar, beira o ridículo. Tudo está acontecendo pela omissão e incompetência do Congresso e pela liberação das verbas parlamentares, conhecidas como orçamento secreto.

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