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Agronegócio

Bancada do agro cobra reação do governo Lula à taxação chinesa

A Frente Parlamentar da Agropecuária se manifesta a respeito da tarifa a ser cobrada dos exportadores de carne bovina do Brasil

Supermercado nos Estados Unidos, carne mais cara após o tarifaço | FOTO: REUTERS/Mike Segar
O tarifaço chinês sobre a carne bovina brasileira não é o único ponto de atrito entre a bancada do agro e o governo Lula neste início de 2026 | Foto: Mike Segar/Reuters

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), popularmente chamada de bancada do agro, cobrou publicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo defendeu celeridade nas ações para evitar impacto elevado da salvaguarda chinesa sobre a carne bovina no mercado brasileiro.

“A FPA acompanha com preocupação a medida anunciada pela China sobre as importações de carne do Brasil”, afirmou o colegiado, em nota divulgada na última sexta-feira, 2. “O tema já estava no radar e, agora, exige reação rápida para evitar instabilidade no mercado e efeitos no abate e na renda do produtor no início de 2026.”

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Na última quarta-feira, 31, o governo chinês decidiu impor cotas por país para importação de carne bovina com a aplicação de uma tarifa adicional de 55% para volumes que excederem a quantidade. A decisão foi comunicada pelo Ministério do Comércio do país asiático. O Brasil é principal fornecedor da proteína vermelha ao mercado chinês.

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A FPA não é a única a temer a decisão de Pequim. A Associação Brasileira de Frigoríficos também espera que, para o bem do setor nacional de carne bovina, a situação da taxa chinesa seja resolvida. Se a tarifa de 55% prevalecer, a entidade estima prejuízos de até R$ 3 bilhões.

Do abate bovino em 2023 resultaram 10,8 milhões de toneladas de carne | Foto: Shutterstock
China anunciou tarifaço sobre a carne bovina exportada pelo Brasil Foto: Reprodução/Shutterstock

Por ora, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que irá conversar com autoridades da China.

Presidente da bancada do agro critica Lula

O tarifaço chinês sobre a carne bovina brasileira não é o único ponto de atrito entre a bancada do agro e o governo Lula neste início de 2026. Presidente da FPA, o deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR) criticou o veto presidencial de trecho que daria amparo financeiro a produtores rurais.

“Ano novo, governo velho… E com os mesmos maus hábitos contra o produtor rural”, lamentou Lupion, em postagem publicada em seu perfil no X na sexta-feira 2. “Lula vetou emenda da FPA para impedir contingenciamento no Seguro Rural. Mais uma conta que querem empurrar aos produtores. Mais um veto para derrubarmos no Congresso Nacional.”

Leia também: “O agro brasileiro no século 21”, reportagem de Artur Piva publicada na Edição 303 da Revista Oeste


Revista Oeste, com informações da Agência Estado e do jornal O Estado de S. Paulo

2 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    NÃO DÁ ..ACABARAM AS FRALDAS EM BRASÍLIA…

  2. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Nunca, jamais o Luladrão vai cobrar o tirano chinês , esse genocida, pilantra, LADRÃO diz Luladrão CAGA DE MEDO.

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