A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) emitiu uma nota em que criticou a “intervenção sem diálogo” do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no setor em relação ao fracassado leilão do arroz.
Apesar da crítica ao governo federal, a associação analisou como “oportuna e acertada a decisão” do cancelamento do leilão do arroz na última segunda-feira, 11, depois dos indícios de irregularidades.
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“A entidade espera que o episódio sirva para ampliar o diálogo com o setor orizícola brasileiro, de modo a superar versões inverídicas e injustas com toda nossa cadeia –do produtor ao consumidor”, afirmou a entidade sobre o leilão do arroz.
A Abiarroz disse defender, ainda, que o governo Lula “reveja a política estabelecida nesse caso.” Disse ser necessário um diálogo “construtivo com as partes envolvidas pode abrir precedente prejudicial à sustentabilidade do mercado, ao próprio consumidor final e à economia brasileira como um todo.”
“Garantimos, mais uma vez, o abastecimento do país, um arroz de qualidade na mesa dos brasileiros e um preço justo, praticado dentro dos parâmetros do livre mercado”, destacou a entidade.
Por fim, a associação declarou respeitar os papéis “de todos os entes e estamos abertos para fortalecer um diálogo produtivo, certos de que todos queremos preservar emprego e renda, desenvolver o país e garantir qualidade de vida à nossa população.”
Governo não quer desistir do leilão do arroz
Apesar do fracasso do leilão do arroz, o governo de Lula não quer desistir do pregão. O Executivo pretende fazer um novo edital para levar a medida adiante. Quando anunciou o cancelamento, Edegar Pretto, presidente da Conab, disse que outro leilão seria organizado, apesar de não revelar a nova data.
Técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostraram novamente que a produção brasileira de arroz de 2024 será maior que a anterior. Os novos números foram apresentados na manhã desta quinta-feira, 13. A previsão é de um crescimento de 3,6%.
De acordo com os cálculos da companhia, haverá aumento da safra de arroz até mesmo no Rio Grande do Sul. Apesar das chuvas que castigaram o Estado, a colheita gaúcha será 2% maior, em comparação à anterior. Ao todo, a produção estadual deve fechar em pouco mais de 7 milhões de toneladas.
A previsão desta quinta-feira é a primeira depois do leilão para importação realizado pela Conab na quinta-feira anterior, 6 de junho. O pregão terminou cancelado, depois que apenas empresas sem histórico nesse mercado conseguiram fechar contratos.


































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