Desde as minúsculas transmissões de informações entre os neurônios até os pequenos movimentos dos menores dedos dos pés, a energia que mantém o corpo humano ativo vem dos alimentos. Para os brasileiros, o arroz está entre as principais “baterias” — e esse grão também dá origem a parte da corrente elétrica usada nos lares do país.
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Atualmente, o material oriundo do arroz gera por volta de 43 mil MWh por ano. É o suficiente para abastecer cerca de 23 mil lares brasileiros nesse mesmo período. Mais de 70% dos municípios brasileiros têm populações menores que essa.
Entenda como arroz gera energia elétrica
A parte do arroz usada na produção de energia elétrica não tira alimentos das mesas. O processo de geração ocorre por meio da queima da casca do grão — um material parecido com uma palha, que o envolve quando ainda está na planta.
O produto branco — ou mesmo o integral — disponível nas gôndolas dos supermercados é livre da casca. A retirada ocorre em um processo de beneficiamento depois da colheita. Esse material poderia simplesmente ir para o lixo. Em vez disso, algumas usinas o reaproveitam como combustível.
Assim como acontece com fontes como a lenha, o bagaço de cana-de-açúcar e o carvão mineral, a queima aquece caldeiras usadas na geração de eletricidade. Trata-se de bioeletricidade, ou seja, energia elétrica oriunda de biomassa. Essa fonte ainda auxilia na redução da emissão de gases, como o carbono.
A biomassa é um material orgânico e cíclico. Todo grão retira carbono da atmosfera enquanto cresce na roça. Diferentemente do petróleo, que, por ser extraído de camadas abaixo do solo, leva para a superfície gases que foram retirados da atmosfera milhões de anos antes.






































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