publicidade
Agronegócio

Agronegócio: ao menos 4 safras devem ter valor recorde em 2022

O Ministério da Agricultura prevê máximas para as produções de milho, café, algodão e trigo

Agropecuária exportações janeiro
Debulhadora de milhos | Foto: Reprodução/Aegro

Na esteira dos resultados do agronegócio brasileiro, quatro das principais safras devem ter Valor Bruto de Produção (VBP) recorde em 2022. Na lista, estão milho, café, algodão e trigo. A estimativa é do Ministério da Agricultura.

Ao todo, o VBP da agropecuária deve somar R$ 1,240 trilhão neste ano. Cerca de R$ 880 bilhões vêm da agricultura. Desse modo, os dois números são os maiores de suas respectivas séries históricas, iniciadas em 1989.

Receba nossas atualizações

Na liderança das novas máximas para as safras, aparece o milho. O valor deste ano vai elevar o recorde da cultura para praticamente R$ 160 bilhões. Com relação ao café, são pouco mais de R$ 60 bilhões. Para o algodão, espera-se algo próximo de R$ 45 bilhões. E a colheita de trigo vai render quase R$ 17 bilhões.

Safras: valor recorde para a produção de trigo

Entre as quatro safas com valor recorde, o trigo se destaca, porque, em 2022, é esperada a maior produção da história do país. Pela estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento, o Brasil deve colher 9 milhões de toneladas do grão.

Conforme dados da Conab, a quantidade representa um salto de 7 milhões de toneladas sobre os 2 milhões de toneladas colhidas em 1976 — primeiro registro do órgão. Além disso, os agricultores também devem alcançar a produtividade de 3 toneladas por hectare. Desse modo, caso o número se confirme, será o melhor nível de eficiência para a cultura já registrado no Brasil.

Caminho para o grão no país

Tanto as projeções do Mapa quanto as estimativas da Conab sobre a safra confirmam as análises expostas por Evaristo de Miranda, ex-chefe da Embrapa Territorial, em um artigo publicado na Edição 107 da Revista Oeste. Em “O Brasil não precisa importar trigo”, o pesquisador explicou que o grão pode seguir o caminho da soja e do milho nas últimas décadas no país. “Em 20 anos, o Brasil passou de 35 milhões de toneladas de milho por ano para cerca de 120 milhões”, comparou.

Leia mais sobre:

3 comentários
  1. João Mário
    João Mário

    Não dá para entender porque os alimentos estão tão caros

    1. Jorge Apolonio Martins
      Jorge Apolonio Martins

      João, claro que dá. Embora a produtividade tenha crescido significativamente — e isso é ótimo–, todos os custos de produção subiram demasiadamente, a começar pelo diesel, que é essencial na produção agrícola, fora a elevação dos preços dos fertilizantes etc, etc, etc.

      1. Sérgio Brito
        Sérgio Brito

        Jorge não podemos esquecer que nosso país está sendo muito procurado para a venda de alimentos de toda espécie. Um fator que eu me preocupo é que com a procura gigante por comida do mundo inteiro ficarmos sem é um pulo.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.