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Agronegócio

Agroindústria brasileira pode terminar o ano estagnada

O setor registrou meses seguidos de queda em 2023

Produção de laticínios Taquari | Foto: Reprodução/Laticinios Taquari

A produção da agroindústria brasileira ameaça terminar 2023 estagnada ou em queda, conforme mostram os dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). O setor registrou seis meses seguidos de queda, considerando os números de janeiro a setembro.

Publicados em dezembro, são os dados mais recentes da instituição sobre o assunto. Os números marcam o retorno de Luiz Inácio Lula à Presidência da República. Para monitorar o desempenho desse segmento, a FGV elabora mensalmente o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro).

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De acordo com o levantamento, a retração ocorreu em todos os meses de março a julho, em comparação aos registros do ano anterior.

Impacto do setor

Esse ramo da indústria agrega valor à agropecuária e impulsiona o agronegócio brasileiro, na medida em que produz a partir das matérias-primas coletadas nas fazendas de todo o país.

A amplitude de atuação da agroindústria brasileira é extensa. A lista inclui a produção de itens como açúcar, farinhas, óleos, biocombustíveis, roupas, maquiagens, componentes para a indústria automobilística, bebidas, produtos de limpezas, cortes de carne, móveis, bioenergia, sorvetes e até mesmo papel, entre outros.

De acordo com os registros do PIMAgro da FGV, a agroindústria acumula 0,08% de queda, considerando os nove primeiros meses do ano. O pior resultado ficou para o setor de insumos: – 13%. Por sua vez, o melhor desempenho ficou com os biocombustíveis, segmento que envolve produtos como o biodiesel e o etanol — carro-chefe dos combustíveis verdes no país.

A agroindústria brasileira do etanol

No Brasil, a produção de etanol teve início com o pró-álcool, em 1974. Inicialmente, a fabricação ocorria apenas por meio da cana-de-açúcar.

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A indústria de biocombustíveis apresentou o melhor resulado | Foto: Agência Brasil

Atualmente, o setor também utiliza milho como matéria-prima. Contudo, cerca de 85% da produção nacional corre a partir da cana-de-açúcar.

Conforme mostram os levantamentos do governo federal, a produção nacional se concentra no Centro-Sul do território nacional. Dois Estados se destacam na indústria brasileira do Etanol. São eles: São Paulo (responsável por 56% da geração realizada com cana-de-açúcar) e o Mato Grosso — que responde por 80% de todo o álcool feito com milho no país.

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