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Agronegócio

Agro reprova questão do ´Enem dos Concursos´

Setor diz que pergunta usada em exame demonstra visão equivocada sobre o agronegócio

Candidatos chegam para a prova do Concurso Público Nacional Unificado, o "Enem dos Concursos", na unidade da Universidade Paulista (UNIP), na zona norte de São Paulo
Candidatos do Concurso Público Nacional Unificado, o "Enem dos Concursos": críticas ao agronegócio | Foto: Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo

O presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro, Ricardo Nicodemos, disse que a questão número 7 do “Enem dos Concursos” demonstra uma visão equivocada sobre o setor.  

O Concurso Nacional Unificado, popularmente chamado de “Enem dos Concursos”, objetiva promover, por meio de exame, a seleção de funcionários públicos. A primeira edição foi realizada no fim de semana dos dias 17 e 18 de agosto.

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Agro diz haver distorção da realidade

O dirigente fez a crítica na última terça-feira, 20, em entrevista ao Canal Rural. Na questão, a prova tenta atribuir ao agronegócio a responsabilidade por disseminar, por exemplo, a ideia de que os povos indígenas são um entrave ao desenvolvimento. 

A pergunta criticava, principalmente, o que foi considerado como “exploração predatória da terra”, relacionando o conceito diretamente ao agronegócio.

Na opinião de Nicodemos, esse tipo de questão ilustra um cenário “em que as instituições de ensino passam uma imagem distorcida do agronegócio”.

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Para embasar a sua crítica, o dirigente citou um estudo recente da Universidade de São Paulo. Conforme o material, 60% das referências ao agronegócio, em livros didáticos, são negativas.

Nicodemos acrescentou: “Precisamos unir o setor e trabalhar para levar o conhecimento real à sociedade urbana”.

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O presidente da entidade disse que o exame reproduz uma percepção equivocada sobre a relação entre indígenas e o agronegócio. “Atualmente, temos índios que trabalham e sobrevivem no setor, produzindo café e cacau de excelente qualidade”, afirmou Nicodemos. “Os indígenas fazem parte do agronegócio, e o setor os acolhe muito bem.”

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Agronegócio critica instituições de ensino por disseminar informações equivocadas sobre a relação do setor com os povos indígenas | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nicodemos destacou a necessidade de o setor trabalhar contra informações falsas, como as que estavam presentes no “Enem dos Concursos”. Nesse sentido, citou o Projeto Marca Agro do Brasil, que visa monitorar e, assim, combater as fake news relacionadas ao agronegócio.

Leia também: “Existem mais vacas no Brasil do que gente na Holanda

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1 comentário
  1. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    o ministério da educação está aparelhado mesmo. A desinformação está clara e o objetivo é dividir o país acusando setores que produzem, criam empregos, geram renda e utiliza tecnologia de ponta. Aqui na região o Agro vem crescendo e não se vê disputas de terras pelos índios e a maioria dos produtores são pequenos e médios. Generalizar é uma arma dos ditadores e comunistas demagogos. Se o concurso nacional elaborar questões sobre a praga do comunismo e da corrupção o que faria o Ministro? Veja que tudo isto é crimiem praticado pelo governo. Doutrinação pura.

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