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Agronegócio

Agro puxa crescimento do PIB no 3° trimestre de 2025

Setor avança 0,4% e sustenta economia em meio à desaceleração geral

Plantação China Agro Brasil
Em comparação com 2024, quando foram registrados 1.272 pedidos, o total cresceu 56,4% | Foto: Divulgação/Ministério das Comunicações

A agropecuária continua a exercer grande peso no desempenho da economia brasileira. No terceiro trimestre de 2025, o agro cresceu 0,4% e ajudou a equilibrar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que registrou alta de apenas 0,1% ante o trimestre anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o mesmo período de 2024, o PIB avançou 1,8%. O acumulado dos últimos quatro trimestres mostrou crescimento de 2,7%, mas em trajetória de desaceleração.

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A indústria também apresentou expansão no trimestre, com alta de 0,8%. Os serviços, setor de maior peso na economia, ficaram estáveis (+0,1%).

Indústria reage, serviços avançam em áreas específicas

Nos serviços, os maiores crescimentos ocorreram em Transporte, armazenagem e correio (+2,7%); informação e comunicação (+1,5%); e atividades imobiliárias (+0,8%). A analista do IBGE Claudia Dionísio afirma que transporte teve bom resultado por causa do forte escoamento de commodities minerais e agropecuárias.

Na indústria, houve altas em indústrias extrativas (+1,7%), construção (+1,3%) e indústrias de transformação (+0,3%). O segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos caiu 1%.

Pelo lado das despesas, o consumo das famílias ficou estável (+0,1%). O consumo do governo subiu 1,3%, e a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) avançou 0,9%. No setor externo, as exportações cresceram 3,3% e as importações aumentaram 0,3%.

Agro dispara na comparação anual

Na comparação anual, a agropecuária liderou o crescimento econômico, com alta de 10,1% em relação ao terceiro trimestre de 2024. Três culturas impulsionaram o resultado: milho (+23,5%), laranja (+13,5%) e algodão (+10,6%). A produção de cana-de-açúcar recuou 1%, mas não comprometeu o desempenho do setor.

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A indústria cresceu 1,7% no comparativo anual, puxada por Indústrias extrativas (+11,9%) e construção (+2,0%). A indústria de transformação caiu 0,6%, e o segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuou 1%. Os serviços aumentaram 1,3%, com destaques para informação e comunicação (+5,3%), transporte e armazenagem (+4,2%) e atividades imobiliárias (+2,0%).

O PIB perdeu ritmo ao longo do ano: cresceu 1,5% no primeiro trimestre, 0,3% no segundo e 0,1% no terceiro. No acumulado de quatro trimestres, a taxa caiu de 3,6% em março para 3,3% no segundo trimestre e 2,7% em setembro.

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