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Agronegócio

Ministério da Agricultura apura morte de mais de 600 animais depois de uso da vacina Excell 10

Empresa responsável pelo imunizante afirmou estar acompanhando as investigações

Fachada do prédio da pasta
Fachada do Ministério da Agricultura | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Um levantamento recente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) revela que 612 animais, incluindo caprinos, ovinos e bovinos, morreram depois de receber a vacina Excell 10, destinada ao combate à clostridiose. Até o dia 22 de agosto, o número de óbitos registrados era de 199, indicando avanço nas notificações.

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A Dechra Brasil Produtos Veterinários, responsável pela fabricação da vacina, informou em nota que está ciente dos relatos de reações adversas e coopera com o ministério na apuração dos fatos. “Como precaução, suspendemos as vendas e recolhemos os lotes 016/24 e 018/24 [envolvidos na investigação]“, disse a empresa por meio de nota. “Para relatar reações adversas relacionadas à Excell 10, entre em contato pelo 0800-4007-997 ou (43) 99135-1168.”

Procedimentos de notificação e riscos da doença

O ministério orienta que casos suspeitos sejam comunicados não apenas à empresa, mas também pelo sistema e-Sisbravet, canal eletrônico próprio para acompanhamento de investigações pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO). Reclamações realizadas pelo Fala.br continuam sendo atendidas regularmente, segundo a pasta.

A clostridiose, alvo da imunização, é causada por toxinas de bactérias do gênero Clostridium spp e apresenta alta letalidade. Os sintomas podem incluir inchaço muscular, manqueira, dificuldade de locomoção e, em situações graves, rigidez, tremores, contrações involuntárias e convulsões.

Apesar dos eventos registrados, o ministério reforça que “a vacinação continua sendo considerada uma estratégia eficaz no combate à doença”. De acordo com a pasta, “o consumo de produtos de origem caprina, ovina e bovina provenientes de animais saudáveis e inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial é seguro.”

Auditorias, medidas cautelares e investigações em andamento no Ministério da Agricultura

A notificação inicial sobre as reações adversas partiu da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi), comunicada ao ministério no dia 12 de agosto. Nos dias seguintes, 13 e 14, equipes do Mapa estiveram na unidade da Dechra em Londrina (PR) para auditorias e fiscalização.

Entre as medidas adotadas até agora estão a apreensão cautelar dos lotes da vacina Excell 10, suspensão da fabricação do produto, auditoria na empresa e coleta de amostras para análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária. Outros Estados também relataram suspeitas, ainda sob averiguação, para apurar relação com o imunizante. Até o momento, a causa exata das mortes permanece em investigação.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

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