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Agronegócio

Agricultores gaúchos contestam projeções do governo Lula

Erro corresponde a produção de cerca de 500 mil toneladas

Imagem meramente ilustrativa de uma colher de pau com arroz; grão que é tema de artigo sobre intervencionismo estatal
Rio Grande do Sul responde por 70% da safra nacional | Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa Arroz e Feijão

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) acusa o governo federal de superestimar a área plantada com arroz no território gaúcho. O órgão representa os produtores do Estado, os responsáveis por cerca de 70% da safra nacional desse grão.

O texto foi publicado nesta quarta-feira, 15, em conjunto com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). A nota afirma que os produtores gaúchos semearam 948 mil hectares com esse grão para a safra de 2025. Ao mesmo tempo, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informa que 988 mil hectares receberam o plantio.

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“A área plantada efetivamente cresceu em relação a 2024, mas 2,69% e não 9,7%, como erroneamente está sendo informado pela Conab”, informa o comunicado dos produtores gaúchos. “Embora pareça pouco, esse erro pode custar bilhões de reais ao país.”

Menos arroz que o previsto

O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, alerta que a quantidade extra nas projeções oficiais corresponde à produção de 500 mil toneladas. Isso equivale a 7% da safra gaúcha de arroz — porção avaliada em R$ 1,2 bilhão, considerando a estimativa do governo federal para o valor da colheita.

Os agricultores gaúchos se baseiam na estimativa do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), o órgão que monitora a colheita no Estado há décadas.

“A Conab, infelizmente, ignorou os números do Irga”, afirma Alexandre. Ele também destaca que a companhia está desconsiderando os problemas enfrentados pelos agricultores na região central do Estado. “A enchente do ano passado provocou muita erosão do solo e comprometeu estruturas de irrigação e drenagem. Existem áreas que ficaram totalmente danificadas e não serão plantadas.”

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