Nesta quinta-feira, 29, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou exames para realizar cirurgia de catarata no olho esquerdo. A expectativa é a de que o procedimento ocorra nesta sexta-feira, 30.
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A Oeste, a médica Regina Cele, mestre em oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo e diretora regional da Sociedade Brasileira de Glaucoma no Sudeste, explica como a doença se desenvolve. Além disso, detalha como ocorre esse tipo de cirurgia, que conta com anestesia. Ela também ressalta que, normalmente, a recuperação é rápida.

Informações sobre a catarata, cirurgia que Lula irá encarar
- O que é e como se desenvolve
“A catarata é a opacificação do cristalino, a lente natural do olho, e está principalmente relacionada ao envelhecimento”, diz Regina, que é sócia e diretora da HCLOE Oftalmologia Especializada. “Com o tempo, a visão torna-se embaçada, com dificuldade para longe, direção noturna e maior sensibilidade à luz. Alguns pacientes referem até a melhora da visão de perto, pois a catarata no início causa uma miopia ação, o que auxilia a visão de perto. Mas, com o passar do tempo, isso vai piorando e degradando a visão também de perto. A visão fica com embaçado e fosco. O tratamento é a cirurgia.”
- Quais são os exames pré-operatórios
“Antes da cirurgia, o paciente passa por uma avaliação oftalmológica completa”, observa a oftalmologista. “O que inclui exames para medir a pressão ocular, fundo de olho e exame para calcular a lente intraocular, além de exames clínicos gerais, especialmente em pacientes mais idosos, quando se faz necessária a sedação.”

- Técnicas e procedimentos cirúrgicos
“A técnica mais utilizada atualmente é a facoemulsificação, um procedimento moderno e seguro, realizado por pequenas incisões, no qual a catarata é fragmentada e removida, seguida do implante da lente intraocular”, explica. “A lente intraocular é escolhida de forma individualizada, levando em conta o perfil do paciente, suas necessidades visuais e a presença de outras doenças oculares.”
- Como é feita a anestesia
“A cirurgia é feita, na maioria dos casos, com anestesia local em colírio”, conta Regina. “Podendo ser associada a sedação leve, garantindo conforto e segurança.”
- Tempo de recuperação
“A recuperação costuma ser rápida, com melhora visual progressiva nos primeiros dias”, informa a mestre em oftalmologia. “Mas desde que o paciente siga corretamente os cuidados pós-operatórios e utilize os colírios prescritos.”
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