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Mauá confirma primeiro caso de intoxicação por metanol em licor

Caso na Grande São Paulo envolve homem de 47 anos que está na UTI há mais de 15 dias

Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, que atende três das sete cidades do ABC | Foto: Divulgação/CIGABC
Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, que atende três das sete cidades do ABC | Foto: Divulgação/CIGABC

A prefeitura de Mauá, na região metropolitana de São Paulo, confirmou hoje o primeiro caso de intoxicação por metanol no município. A vítima é um  homem de 47 anos. Ele relatou que ingeriu licor em dois bares da cidade, nos bairros Jardim Elizabeth e Jardim Mauá.

Depois de consumir as bebidas, o homem desenvolveu sintomas graves, como dor de cabeça intensa, cansaço, visão turva e confusão mental. Ele buscou atendimento médico e, em seguida, foi internado. Desde 23 de novembro, a vítima permanece na UTI do Hospital Nardini. A partir de 26 de novembro, iniciou sessões de hemodiálise.

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Mauá: metanol no exame de urina

A Vigilância Epidemiológica de Mauá recebeu, na última terça-feira, 2, o resultado do exame de urina. A análise confirmou a presença de metanol. O caso indica que a bebida passou por adulteração. As autoridades alertam para o consumo de bebidas de procedência duvidosa.

Este episódio representa a primeira intoxicação por metanol no município. Contudo, ele integra uma onda de contaminações mais ampla, envolvendo diversos estados do país. A crise se concentra principalmente a partir da manipulação criminosa de bebidas como uísque e vodca, que têm custo maior e alto consumo em bares e adegas.

Leia também: “O amanhã do Supremo”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 299 da Revista Oeste

Conforme dados recentes do Ministério da Saúde, o Brasil acumula 60 casos confirmados de intoxicação por metanol depois do consumo de bebidas alcoólicas. No total, segundo dados oficiais, 15 pessoas morreram por esse tipo de envenenamento.

A detecção do caso em Mauá reacendeu o alerta sobre a fiscalização das autoridades e a precaução dos consumidores. Especialistas recomendam que a população evite produtos de origem desconhecida. Da mesma forma, que principalmente procure atendimento médico imediato ao surgir qualquer sintoma atípico depois da ingestão de bebida alcoólica.

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