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Escassez de vacinas é falta de planejamento do governo Lula, dizem especialistas

No fim de outubro, os estoques do Sistema Único de Saúde estavam zerados em 18 Estados

Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde também teve problemas com a compra e entrega de vacinas da farmacêutica Moderna | Foto: Agência Brasil/Rafa Neddermeyer

Profissionais da saúde afirmaram que a escassez de vacinas da covid-19 é resultado da falta de planejamento do governo federal — ou seja, apontaram falha na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No fim de outubro, os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS) estavam zerados em 18 Estados.

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Júlio Croda, médico infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que a escassez de doses não é por falta de opções compra.

“Não é uma questão de falta do produto, nem de falta de opções de compra, porque existem dois produtores”, afirmou Croda. “Realmente faltou um planejamento mais adequado.”

Farmacêutica Moderna
A farmacêutica Moderna disse que parou de produzir os imunizantes demandados pelo Governo Lula | Foto: Reprodução/Wikipedia

Alexandre Naibe Barbosa, coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), disse que a falta de vacinas é reflexo de uma falha logística. Barbosa também afirmou que o governo federal não articulou a estratégica de entregas com os Estados e municípios.

“Não tem outra explicação”, contestou o coordenador da SBI. “Você recebe o insumo e tem que distribuir para o país, Estados e municípios sabendo a data de vencimento.”

Governo comprou 3 milhões de vacinas atualizadas, mas desistiu do acordo

O Ministério da Saúde também teve problemas com a compra e entrega de vacinas da farmacêutica Moderna. A pasta liderada por Nísia Trindade chegou a aceitar 3 milhões de doses atualizadas, mas recuou e desistiu do acordo. O governo alegou que o produto tinha pendências na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Lula Vacina Covid
Além de ter recusado o lote mais atualizado dos imunizantes da covid, o governo Lula abriu um processo administrativo contra a farmacêutica Moderna | Foto: Flickr/Lula Oficial

Além de sair da negociação, o ministério exigiu a entrega das doses que já estão em uso no SUS, que são mais antigas do que as que a companhia ofereceu. A pasta também entrou com um processo administrativo contra a empresa, que alega não fabricar mais as doses demandadas.

Alexandre Naibe Barbosa apontou que, em 20 anos de Programa Nacional de Imunização, nunca teve problemas de distribuição. “Pelo programa, vacinamos desde metrópoles como São Paulo até regiões ribeirinhas”, explicou Barbosa. “Nunca tivemos problema de distribuição.”

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