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Criança de Minas Gerais é diagnosticada com doença que atinge menos de 100 pessoas no mundo

Eduardo Silva Amaral, de apenas dois anos, é portador da SPG50; condição compromete o sistema nervoso

Eduardo Silva Amaral, de dois anos; ele é portador de SPG50 e deve fazer tratamento nos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Redes sociais
Eduardo Silva Amaral, de dois anos; ele é portador de SPG50 e deve fazer tratamento nos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Redes sociais

Uma criança de Minas Gerais foi diagnosticada com a doença genética ultra-rara SPG50, que afeta menos de cem pessoas em todo o mundo. É o primeiro caso registrado no Brasil.

A família, em busca de um tratamento experimental, está atualmente envolvida em um estudo clínico nos Estados Unidos.

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O diagnóstico ocorreu quando Eduardo Silva Amaral, o Dudu, tinha apenas 18 meses. A SPG50 é uma doença hereditária que compromete o sistema nervoso, levando a problemas neurológicos severos. A condição exige intervenções terapêuticas inovadoras, atualmente em desenvolvimento.

Dudu e seus pais, Débora e Paulo | Foto: Reprodução/Redes sociais
Dudu e seus pais, Débora e Paulo | Foto: Reprodução/Redes sociais

Participando de pesquisas nos Estados Unidos, a família espera encontrar uma solução que melhore a qualidade de vida da criança.

Contudo, o tratamento não é apenas experimental, mas também financeiramente desafiador, o que levou à necessidade de arrecadar fundos para cobrir os custos envolvidos.

Sintomas da SPG50, a doença ‘ultra-rara’ da criança de Minas Gerais

A SPG50, ou Paraparesia Espástica Tipo 50, é uma doença genética ultra-rara e progressiva que faz parte do grupo das paraparesias espásticas hereditárias (PEH). Ela é causada por mutações no gene AP4M1, afetando principalmente o sistema nervoso e manifestando-se geralmente em crianças pequenas.

Os principais sintomas incluem espasticidade muscular progressiva, especialmente nas pernas, o que leva à rigidez e à dificuldade de locomoção. Além disso, as crianças podem apresentar um atraso significativo no desenvolvimento motor, com dificuldades para engatinhar, caminhar e realizar movimentos coordenados, e também no desenvolvimento cognitivo, resultando em retardo intelectual.

Convulsões de intensidade variada também são comuns, assim como tônus muscular alterado, que causa fraqueza e redução da força muscular.

Outros sintomas frequentemente observados incluem problemas de fala e dificuldades de comunicação. Em alguns casos, ocorre microcefalia, ou seja, o crânio e o cérebro são menores do que o normal para a idade.

Embora ainda não haja cura para a SPG50, os tratamentos são voltados para o controle dos sintomas e para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Fisioterapia, terapia ocupacional, terapia da fala e medicamentos são algumas das intervenções recomendadas para aliviar os sintomas e retardar a progressão da doença.

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