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Brasil ultrapassa 40 casos confirmados de intoxicação por metanol

São Paulo é o Estado com o maior número de notificações

drink - bebida contaminada com metanol
Metanol: substância passou a ser problema em bebidas destiladas | Foto: Reprodução/Freepik

O Ministério da Saúde atualizou, nesta quarta-feira, 15, o número de notificações de intoxicação por metanol associadas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. De acordo com os dados mais recentes, o país soma 148 notificações desde o fim de setembro: 41 casos confirmados e 107 em investigação. Outras 469 notificações foram descartadas depois de análise laboratorial.

Os registros mostram que o Estado de São Paulo concentra a maior parte das ocorrências, com 33 casos confirmados e 57 ainda em investigação. Além de São Paulo, há confirmações também no Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Pernambuco passou a integrar a lista no dia de hoje, com três casos, dois deles que resultaram em morte.

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Mortes confirmadas por metanol

O total de mortes confirmadas por intoxicação subiu para oito. Dessas, seis ocorreram em São Paulo e duas em Pernambuco. De acordo com o Ministério da Saúde, outras dez mortes seguem em investigação: quatro em São Paulo, três em Pernambuco, uma no Mato Grosso do Sul, uma na Paraíba e uma no Paraná.

O crescimento dos casos também reflete o avanço das investigações conduzidas pelos órgãos de saúde e segurança pública. Em 30 de setembro, o país registrava seis casos confirmados e nenhuma morte. Quinze dias depois, o número de confirmações aumentou quase sete vezes e alcançou 41 ocorrências e oito mortes.

Além de São Paulo, que investiga 57 casos, Pernambuco apura 31 notificações, seguido pelo Rio de Janeiro, com seis; Mato Grosso do Sul, com quatro; Piauí e Rio Grande do Sul, com três cada; e Alagoas, Goiás e Paraná, com um caso em apuração por Estado.

Ações de fiscalização e descarte

Paralelamente às investigações de saúde, as forças de segurança também ampliaram a fiscalização. A Polícia Civil de São Paulo informou nesta quarta-feira que destruiu mais de 100 mil garrafas de bebidas apreendidas em um galpão clandestino na zona leste da capital paulista. Segundo o comunicado, o material totalizava cerca de sete toneladas de vidro. Depois de autorização judicial, as garrafas foram encaminhadas a uma empresa especializada em reciclagem.

Os números consolidados mostram que os casos cresceram desde o começo das notificações, em 26 de setembro. O Ministério da Saúde reforça o alerta para o consumo de bebidas de procedência duvidosa e a importância das ações de controle de qualidade e fiscalização do comércio irregular.

Leia também: “Precisamos falar sobre a OMS”, artigo de Alexandre Borges publicado na Edição 03 da Revista Oeste

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