Ao mesmo tempo que tem o significado do nascimento de nosso Salvador, o Natal é um exemplo de empreendedorismo. Nesse episódio, a Bíblia ensina que as estrebarias (livre iniciativa) estavam lotadas (Lc 2:7). Assim, é extraordinário pensar que, quando o Verbo se fez carne com o nascimento de Jesus, isso se deu por meio do trabalho de um comerciante privado, um empreendedor. Sem sua assistência, a história certamente teria sido muito diferente. Isso mostra que o ato de empreender estava lá desde o início, exercendo um papel louvável e essencial.

E, ainda assim, sequer sabemos o nome desse proprietário da hospedaria. Nos mais de 2 mil anos em que celebramos o Natal, estão ausentes quaisquer homenagens a ele. Mas esse é o destino reservado aos empreendedores ao longo da nossa história: utilizamo-los sempre, mas ignoramos todos os seus serviços prestados à humanidade.
Em segundo lugar, também mostra como o governo atrapalha: foi por causa de um decreto governamental que Maria e José, e muitos outros como eles, estavam viajando:
“Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se.” Lc 2:1
A criatividade humana é um dos efeitos do ser humano ter sido criado à imagem e semelhança de Deus.
Eles abandonaram suas moradias e se puseram a viajar por puro temor dos recenseadores e dos coletores de impostos. Mais ainda, apenas considere os custos dessa árdua viagem:
“José também subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, para a Judeia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi,” Lc 2:4
Sem levar em conta os custos de oportunidade que José teve de enfrentar ao ter de largar seus próprios negócios, outra lição interessante é que, após terem encontrado a família de nosso Redentor, quais presentes os Reis Magos trouxeram? Não foram sopa e sanduíches, mas…
“Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra.” Mt 2:11

Esses eram os itens mais raros e difíceis de serem obtidos no mundo daquela época, e eles certamente estavam cotados a um preço de mercado extremamente caro. E longe de rejeitá-los como extravagantes, a Sagrada Família aceitou-os como presentes dignos do Messias. Portanto, mais uma lição: não há nada de imoral em relação à riqueza obtida pelo ato de empreender; riqueza é para ser valorizada, gerida privadamente, presenteada e comercializada.
Neste Natal, quero reforçar que a criatividade humana é um dos efeitos do ser humano ter sido criado à imagem e semelhança de Deus.
Ele é um Deus trabalhador, operoso e, no final, termina o dia contente: “viu Deus que era bom”.
É assim que devemos terminar o dia e apenas isso dará satisfação no final do dia ou no final da vida.
Somos convidados a empreender e dar testemunho porque somos cristãos.
Que em 2026 você seja um frutífero empreendedor e que os frutos do seu empreendimento ajudem a criar um mundo melhor.
Feliz Natal!
PS: Esteja a postos neste próximo ano.
Prepare a sua tralha. O vento está a favor.
O mar está pronto.
Que em 2026 sejamos pescadores de almas!
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Não havia lugar na hospedaria, o que supõe que havia apenas uma hospedaria na cidade. Você escreveu que não havia lugar nas estrebarias. Mas havia uma estrebaria onde Jesus nasceu.
Os magos ou sábios não eram necessariamente reis, mas estudiosos das escrituras e estrelas e levaram presentes : ouro para mostrar o que as escrituras diziam sobre o nascimento de um Rei, incenso, pois Deus se fez carne, Jesus é Deus encarnado, e mirra para mostrar que Jesus deveria passar pela morte, pois mirra era uma erva usada em funerais.