O filme Tropa de Elite, de 2007, que caiu no gosto do brasileiro e elevou o Capitão Nascimento à condição de herói nacional, fortaleceu no imaginário popular a ideia de conivência ou pelo menos de convivência pacífica entre o tráfico e os militantes esquerdistas de ONGs. Exageros e licenças poéticas à parte, o fato é que as organizações não governamentais das áreas de direitos humanos e segurança pública, principalmente, estão ligadas a partidos de esquerda e sustentam o discurso de que o criminoso é uma vítima da sociedade. Defendem ostensivamente pautas de desencarceramento, porque “a prisão não resolve nada”, a descriminalização das drogas e a ineficácia — e até mesmo a ilegalidade — de operações policiais nas favelas.

Esse discurso se tornou eloquente nas últimas semanas, depois da megaoperação da polícia do Rio de Janeiro (RJ) para cumprir mandados de prisão contra criminosos do Comando Vermelho. Assim como políticos da esquerda, notadamente do PT e do Psol, ONGs que atuam diretamente nas favelas do Rio divulgaram pesadas críticas falando em “chacina”, “extermínio” e “massacre”. Em uma nota conjunta, assinada por mais de cem entidades, o termo usado é “matança”, o mesmo que seria empregado pelo presidente Lula alguns dias depois para se referir à operação organizada pelo governo de Cláudio Castro (PL-RJ) em 28 de outubro.
Na carta pública “Segurança pública não se faz com sangue”, assinada logo depois da megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, as ONGs fazem uma reprimenda ao governador do RJ, de oposição ao governo petista. “O que o governador Cláudio Castro classificou hoje como a maior operação da história do Rio de Janeiro é, na verdade, uma matança produzida pelo Estado brasileiro”, disseram. “Trata-se de uma atuação seletiva, dirigida contra populações negras e empobrecidas, que têm no sangue seu instrumento de controle e dominação.” O governo do RJ informou que 95% dos mortos na operação tinham ficha policial. A carta também omite o fato de os criminosos terem recebido os policiais com fuzis e bombas lançadas por drones.
Na nota, as organizações também dizem que ações contra o crime “aprofundam a insegurança e o medo, instalam o pânico, interrompem o cotidiano de milhares de famílias, impedem crianças de ir à escola e impõem o terror como expressão de poder estatal”. Pesquisas de opinião realizadas por diferentes institutos mostram exatamente o contrário: a maioria esmagadora dos moradores do RJ se mostrou favorável à operação. Até mesmo familiares de criminosos mortos disseram concordar com a ação policial e lamentaram que seus entes queridos tenham escolhido a vida no crime.
Mas, então, por que razão as ONGs ligadas aos direitos humanos e à segurança que atuam dentro das favelas continuam com o discurso antipolícia e pró-criminosos? Professor de Direito Processual Penal da UERJ e procurador de Justiça do Ministério Público do RJ, Marcelo Rocha Monteiro faz uma observação que ajuda a entender o posicionamento dessas entidades: “Qualquer organização que atue em área dominada pelo crime organizado no Rio precisa do aval da liderança da facção para funcionar. Nada se faz dentro dessas comunidades dominadas pelo crime organizado sem autorização dos chefes. Não é possível visitar uma comunidade dessas livremente sem o aval dessas lideranças”.
“Muitas dessas ONGs foram cooptadas por facções”, disse Rodrigo Pimentel, ex-oficial do Bope — coautor de Elite da Tropa, livro que inspirou o Capitão Nascimento do cinema — ao Jornal da Oeste, Primeira Edição, ao comentar as reações contrárias à megaoperação no Rio. “Quando eu era oficial do Bope, ativistas de uma ONG reclamavam das operações policiais e alguns meses depois um desses ativistas foi preso com fuzis escondidos”, comentou. “Eu sei que isso não é a totalidade; tenho certeza de que existem ONGs muito sérias, mas são reféns e agem no interesse do tráfico.”

Ou seja, muitas dessas ONGs não são isentas: têm lado. Isso fica claro em materiais produzidos e amplamente difundidos na imprensa e nas comunidades. As operações policiais são sempre apontadas como a causa da violência, e nunca os criminosos, que fazem barricadas, exploram e oprimem os moradores honestos, como mostrou Oeste na reportagem Territórios sequestrados, publicada na Edição 294.
ONGs alinhadas
O discurso alinhado com as políticas da esquerda é frequente em ONGs do Rio ligadas à segurança e aos direitos humanos. O Instituto Papo Reto, que atua no Complexo do Alemão — localidade visitada por Lula durante a campanha de 2022 —, assinou a carta de mais de cem ONGs contra a operação policial no Rio. No site, a entidade afirma que é “contra o modelo de segurança pública militarizada, que historicamente promove a violência nas favelas e periferias” e informa que suas prioridades são leis que garantam direitos humanos e “redução dos investimentos em segurança militarizada”. A ONG afirma que uma de suas formas de atuação é “produção de relatos, evidências e conteúdos que protejam vidas e contraponham narrativas criminalizantes”.

Já o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), que recebeu R$ 390 mil de uma emenda do Pastor Henrique Vieira (Psol) em 2025, é profícuo na produção de estatísticas sobre criminalidade no Rio com ênfase na “violência policial”. E, no seu site, adverte que os números oficiais precisam de uma interpretação que abranja a “dinâmica da violência no Estado”: “É preciso cautela para ler os números oficiais. Eles não dão conta de muitas dinâmicas de violência e criminalidade em curso no Estado”.
Por isso, existem iniciativas como Rede de Observatórios, Fogo Cruzado, Geni e outras que se propõem a produzir dados capazes de “complementar, contrastar e analisar criticamente os dados oficiais”. Em 2016, o Cesec lançou o livro Polícia, Justiça e Drogas: como anda nossa democracia?, com apoio da Open Society e da Fundação Ford. Diretores da ONG, como Julita Lemgruber, Barbara Mourão e Leonarda Musumeci, assinam artigos da obra, que discute a segurança no Rio. Entre os temas abordados, estão violações aos direitos constitucionais de pessoas acusadas de tráfico de drogas e um estudo sobre a cena de consumo de crack no complexo carioca de favelas.
Além do discurso, outro traço comum entre as ONGs é que foram beneficiadas por significativas verbas públicas e repasses internacionais de organizações “progressistas”.
A ONG também tem um grupo especializado em drogas e produziu recentemente um relatório com o título Efeito Bumerangue: o custo da proibição das drogas. Consta de um trecho do estudo uma veemente defesa da descriminalização dos entorpecentes: “A opção pela guerra às drogas drena recursos que poderiam ser investidos para assegurar a oferta de serviços essenciais.” E vai além: “A legislação proibicionista, operada através da guerra às drogas, custa bilhões às Unidades da Federação e funciona como um bumerangue que, ao retornar, produz encarceramento em massa e contribui para o fortalecimento das organizações criminosas, além de provocar dor e sofrimento diariamente nos espaços mais negros e empobrecidos das cidades”.
Quem explica o comportamento das ONGs dedicadas à produção de estatísticas e de “estudos especializados” é Roberto Motta, no livro A Construção da Maldade. “Essas entidades não apenas coletam dados e produzem as estatísticas, mas são também a fonte das interpretações oficiais do fenômeno da criminalidade brasileira”, escreve. “Essa interpretação é reproduzida automaticamente pela mídia e tomada como verdade — e usada como referência — pela academia, pela sociedade, por entidades privadas, por agências governamentais e pelo sistema de ensino.”

Verbas públicas
Além do discurso, outro traço comum entre as ONGs é que foram beneficiadas por significativas verbas públicas e repasses internacionais de organizações “progressistas”, como a Open Society, de George Soros, e a Fundação Ford, que financiam, por exemplo, projetos de descriminalização do aborto e liberação das drogas ao redor do mundo. Entre 2023 e 2024, a Open Society repassou mais de R$ 315 milhões a dezenas de ONGs do Brasil, especialmente às que se dedicam a temas identitários e “humanitários”, que incluem organizações que atuam nas favelas do Rio, por exemplo.

Um dos campeões em volume de verbas públicas é o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), de acordo com o Portal da Transparência. Entre 2014 e 2025, recebeu R$ 11 milhões de recursos do governo federal por meio de 24 emendas parlamentares — 18 delas apenas entre 2024 e 2025. A principal benfeitora da ONG carioca é a deputada federal e ex-governadora Benedita da Silva (PT-RJ): ela destinou R$ 4,3 milhões à ONG por meio de quatro emendas. Outros quatro colaboradores do Ceap, com o dinheiro público, são deputados do Psol do RJ. O vice-campeão é o Pastor Henrique Vieira. Suas dez emendas renderam ao Ceap R$ 3,8 milhões. Depois, aparecem na lista Talíria Petrone, com quatro emendas somando R$ 1,3 milhão, Tarcísio Motta, com R$ 675 mil, e Chico Alencar, com R$ 200 mil. Há, ainda, uma emenda de R$ 400 mil, de Marcelo Calero (PSD-RJ), e uma de Reimont (PT-RJ), de R$ 150 mil. Esse dinheiro veio principalmente do Ministério da Cultura: 11 emendas somaram R$ 7,5 milhões. Em seguida, estão os ministérios da Igualdade Racial (R$ 1,5 milhão), de Direitos Humanos (R$ 1,4 milhão) e da Justiça (R$ 520 mil). Além dos R$ 11 milhões em verbas federais, o Ceap também recebeu R$ 2,6 milhões da Open Society em 2024.

Na mesma proporção em que recebe verbas federais, o Ceap é crítico em relação a operações policiais. “O que chamam de ‘segurança pública’ tem se transformado em campo de extermínio, onde corpos negros e periféricos são vistos como inimigos e não como vidas a serem protegidas”, criticou a ONG depois da megaoperação no Rio. O discurso é o mesmo de Benedita da Silva, sua principal benfeitora na Câmara dos Deputados. “Se tem uma pessoa que não é inocente é o governador do Estado”, disse. Dois dias depois da operação ela visitou, acompanhada de ministras do governo Lula, moradores do Complexo do Alemão. Em vídeo nas redes sociais, Benedita afirmou que em sua gestão “a polícia não entrava para matar, entrava para proteger o povo da favela”. Porém, foi desmentida por Rodrigo Pimentel. O ex-capitão do Bope mencionou levantamento do Instituto de Segurança Pública (ISP), segundo o qual em 2002, período em que a petista comandou o Estado, a polícia fluminense matou 1.195 suspeitos, o maior número da série histórica até então. “Vamos abandonar as emoções e olhar os números. No governo dela, foram 1.195 mortos. Em 2024, sob Cláudio Castro, foram 699, quase a metade”, afirmou Pimentel. Mas, contra Benedita não houve críticas da esquerda e das ONGs.
A ONG que recebeu a visita do ministro da Justiça
Também no topo das ONGs que abocanham verbas públicas está a Redes da Maré, que atua nas 14 favelas do Complexo da Maré, onde moram mais de 140 mil pessoas. Desde 2014, a entidade recebeu R$ 2,9 milhões do governo federal. A maior parte — R$ 2,3 milhões — veio entre 2024 e 2025, no atual governo Lula. Parte disso é iniciativa de deputados do Psol do RJ: três emendas de Talíria Petrone destinaram R$ 900 mil à ONG para projetos e eventos de educação, divulgação e popularização da ciência e educação científica e para ações afirmativas e de combate e superação do racismo; e uma emenda de Tarcísio Motta enviou R$ 700 mil à entidade para projetos de educação. Presidida por Gisele Ribeiro Martins, a ONG também é bem vista pela Open Society. Recebeu R$ 722 mil em 2023 e R$ 500 mil em 2024.
A Redes da Maré ganhou destaque na imprensa em março de 2023, quando o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino — hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) — visitou o Complexo da Maré. Um vídeo mostra Dino sorridente, acompanhado de assessores ao chegar no local.
Depois que a naturalidade da visita — sem escolta armada ostensiva — gerou críticas, o ministro disse que havia policiais à paisana armados. Como titular da Segurança Pública, ele declarou que foi à Maré para o lançamento de um boletim sobre criminalidade e violações de direitos no Complexo da Maré. O boletim se assemelha a dezenas ou centenas de estudos produzidos por ONGs que atuam no Rio: o problema da criminalidade nas favelas não são os traficantes, mas as operações policiais que intentam prender os traficantes, cujo modus operandi tem sido a demarcação de territórios com barricadas e exploração financeira dos moradores.
“Esse relatório ficou conhecido porque o então ministro da Justiça Flávio Dino foi ao lançamento desse relatório lá na Maré. Nesse relatório, a palavra traficante nem sequer é mencionada”, lembra Marcelo Rocha Monteiro. Nos documentos seguintes produzidos pela ONG, palavras como “criminosos”, “traficantes” e “tráfico de drogas” não são encontradas. Já o termo “operações policiais” aparece 21 vezes no último boletim produzido pela Redes da Maré — uma edição especial sobre os “impactos da violência armada na educação”. Nesse relatório, a organização contabiliza o número de dias sem aula nas favelas em decorrência das operações policiais contra os bandidos. “As políticas empregadas na área da segurança pública para as favelas são pautadas sobre operações policiais militarizadas e largo investimento em material bélico”, escreve. Ao todo, segundo a ONG, foram 42 operações policiais na Maré em 2024, “oito a mais que no ano anterior; quase uma operação por semana”. E conclui: “Não é razoável a normalização de dias sem aulas por conta de violência armada”.

Para Roberto Motta, não é por acaso que a maioria dessas ONGs dedica boa parte de seu tempo e recursos a fomentar uma agenda comum de promoção de pautas “equivocadas e imorais”. “Os orçamentos dessas ONGs, em geral, se contabilizam em milhões. É dinheiro muito bem gasto, um investimento que produz excelente retorno aos doadores”, escreveu em A Construção da Maldade.
Marcelo Rocha Monteiro explica que esse discurso dificulta o combate ao crime organizado porque “chamam de massacre, de chacina, o que, na verdade, é uma operação policial em que criminosos de altíssima periculosidade atiram na polícia de fuzil”. “Mas as ONGs fomentam esse discurso de que a polícia que é culpada, a polícia racista, fascista, atira nas pessoas porque elas são pobres, não porque são criminosos. Isso gera a cultura da impunidade, com leis frouxas cuja ideia central é a de que o sujeito deve ficar preso o menor tempo possível”, explica. “Daí vem a ideia da progressão de regime, regime semiaberto, regime aberto, saidinha, prisão domiciliar, tráfico privilegiado e outras aberrações que praticamente só existem aqui no Brasil.”
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Só resolve se fizer feito Bukele, bota eleições igual a da França joga as eletrônicas no lixo, pega os deputados do PT psol PSB PC do B tudo pra cadeia a cúpula da justiça e esse governo terrorista narcotraficante comunista assassino junto com a justiça, a cúpula toda pra cadeia. Todos são ladrões do erário, acabar com emendas de orçamento, o povo está pagando pra ser torturado e morto pelo governo terrorista narcotraficante comunista assassino. Tem que trazer pra cá pro Brasil um porta aviões botar no litoral do Rio e outro no lago paranoá e fuzilar todos que estão acabando com a nação brasileira. Só se trata terrorista com terrorismo, cassa todos partidos da esquerda narcoterroristas trata-os como foi tratado o Irã com aquela Arraia preta tem que trazer também o guindaste da Síria e canhão de laser de Israel se não quiserem viver feito mendigos comendo lixo e sendo torturado e morto por esses Maduros II
Sugiro que as operações da policia nos morros para apreensão de armas, prisão de traficantes e colocação de tornozeleiras eletrônicas em traficantes que já tenham passagens pela policia, sejam comandadas por corajosos Ministros do STF como Dino, Falchin, Toffoli e Moraes e dirigentes de ONGs, desarmados e todos com câmeras corporais para transparência de suas condutas para a população. Seguramente algum membro do CNBB também ajudaria a evitar agressões para a OPERAÇÃO atingir seus objetivos, com uma limpeza nas comunidades de maus elementos que transtornam a vida da maioria dos moradores.
São tudo da turma da jaqueline Muniz. Só esperando Eduardo paes pra governador. quem viver verá.
Julita lemgruber como diretora geral do desipe a época foi bagunçar as cadeias. tudo vive e de ONGS de cao. burro e o preso que serve sustento pra eles.
A única lulista lemgrubrr foi bagunçar a cadeia. Os feitos institui o Júpiter só foi visita entrava na sexta feira à noite e só saia no domingo. Na cela ela do preso e consumindo comida do pagador de impostos e na orgia pq saiam grávidas. E separou as cadeias por faccoes. Desmoralizou a segurança pública acirrando mais a disputa pelo por território. E se aproximam mais aos do CV. Pois seu Marcelo freixo uma ong global mas só com preferência específica pra um lado. Isso é ressocialização?
Essa tal de julita lemgruber já foi direto rã geral a época no desipe na época do Brizola e depois que ficou o outro Nilo batista. O que ela sempre gostou foi de punir os guardas. Nunca fez nada no desipe. Nunca fez projeto pra ressocializar preso com qualificação de profissionalizar o preso. e dês quando eles entende de segurança pública. São tudo oportunistas. E se o malandro da Portela fanfarrão Eduardo paes for governador vai trazer pra seap. Vai trazer a quadrilha toda incluindo o malandro Marcelo freixo tudo pra seap rj
Organizações dos Direitos dos Manos…
Pois é prisão não resolve …. pois foi feita pra PUNIR criminosos e retira-los de circulação. Outra frase pior ainda “construir escolas em vez de de cadeias”.