Nova York é uma cidade democrata. Assim tem sido faz um bom tempo. O adversário também era muito ruim: Andrew Cuomo é um escroque e foi um péssimo governador durante a pandemia, tendo sido inclusive acusado de assédio. Saiu humilhado. Tudo isso precisa ser levado em conta na hora de analisar o peso da vitória de Mandani, um socialista muçulmano orgulhoso dessas credenciais.

A divisão por categorias mostra melhor o que aconteceu. A conclusão é a de que não existem mais nova-iorquinos em Nova York. A cidade foi tomada por imigrantes, e isso fez toda a diferença do mundo. Além disso, os jovens votaram em peso no socialista, mostrando que a doutrinação ideológica segue a todo vapor. Em especial as mulheres: de 18 a 29 anos, nada menos do que 84% das moças deram seu voto ao muçulmano!
É preciso falar sobre feminismo. Meninas universitárias do conforto do Ocidente achando “lindo” votar num radical socialista com orgulho de suas raízes islâmicas. Essas senhoritas sabem como vivem as mulheres em países dominados pelo Islã? Será que elas imaginam as diferenças do cotidiano de mulheres israelenses para mulheres palestinas?

Mas tudo na campanha de Mandani soa hipócrita. Para começar, ele quer o fim dos bilionários. À exceção, claro, de George e Alex Soros, pai e filho que canalizaram quase US$ 40 milhões para a campanha do socialista. São os bilionários do bem, cuja fortuna foi obtida com especulação no mercado financeiro, mas como irriga os cofres da esquerda radical, viraram heróis dos “justiceiros sociais”.
Mandani é o típico ícone da esquerda caviar, ou “liberal limosine”. Mãe cineasta, pensou ele mesmo em ser artista, teve boa infância na cidade, mas gosta de bancar a vítima alegando que foi muito duro crescer como muçulmano após o 11 de setembro. Foi um pouco pior para as reais vítimas do atentado terrorista, pelo visto já esquecido.

Como disse sua colega de partido, Ilhan Omar, “algumas pessoas fizeram uma coisa aí”, para se referir ao maior atentado terrorista contra a América. Essas pessoas eram, “por acaso”, muçulmanas. Por isso, Trump chamou de “idiotas” os judeus que votaram em Mandani. Pode ser uma acusação dura, mas ele tem um ponto.
Mandani prometeu prender Bibi Netanyahu se ele for a Nova York, o que não tem como cumprir. Mas mostra bem o seu radicalismo e desprezo pela democracia israelense. O futuro prefeito de Nova York adotou a ladainha de que o primeiro-ministro israelense é um “genocida”. Para ele, o ideal seria os palestinos se tornarem cidadãos e votarem para diluir a maioria judia no país, o que poderia muito bem ser sinônimo de “varrer Israel do mapa”.
O futuro prefeito de Nova York adotou a ladainha de que o primeiro-ministro israelense é um “genocida”.
Na economia, a coisa é tão assustadora quanto na geopolítica. Mandani quer “tudo grátis”, de creche a ônibus, passando por limites nos aluguéis e até mercados geridos pela cidade. Como diria Thatcher, o socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros. Para custear essas fantasias, na casa de uns US$ 10 bilhões, a solução é a de sempre: taxar os mais ricos! Como se os mais ricos já não pagassem o grosso dos impostos! E uma das maiores taxas do país, diga-se de passagem.

Claro que nada disso vai dar certo. Sua fala como prefeito eleito é um alerta do perigo: “Não há problema demasiado grande para o governo resolver e não há preocupação demasiada pequena para que o governo se preocupe”. Ou seja, o Big Brother vem aí, cuidando de tudo nos mínimos detalhes, e metendo a mão no bolso do cidadão para bancar o aparato todo.
Na Flórida e no Texas, as autoridades já alertam que o fluxo migratório vai aumentar. Greg Abbott, governador do Texas, disse que vai taxar os nova-iorquinos que se mudarem para o Estado, e Ron DeSantis brincou que Mandani será o agente imobiliário do ano na Flórida. Brincadeiras à parte, essa tem sido a tendência: fuga de capital humano das cidades mais democratas para aquelas mais republicanas.
Por fim, a vitória de Mandani pode ser um trunfo para Trump. O presidente tem afirmado que o Partido Democrata se radicalizou muito e foi usurpado por socialistas. Nova York prova seu ponto, e os péssimos resultados não deverão tardar a aparecer. Quando a desgraça ficar escancarada, Trump poderá usar Mandani como exemplo do que o partido todo pretende. Afinal, ele contou com o apoio de seus pares, incluindo Obama. Ao não se afastar de alguém tão radical, a elite democrata acabou endossando seu nome — e vai arcar com as consequências dessa escolha.

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Aqui em São Paulo, o agiota internacional não emplacou o Cakes (apesar dos estudantes filhos de papai que moram em Perdizes, nos Jardins ou em Higienópolis). Mas em Nova Yorque ele conseguiu emplacar um tipo muito parecido. Pelo menos esse não anda de Celta na frente da imprensa adestrada, mas no dia a dia usa jatos particulares e SUV´s com seguranças e motoristas.
Nova York agora achou o que procurou. Quem procura acha. Achou um jovem muçulmano, comunista, antissemita, antissionista, ladrão, rufião, defensor do Hamas e do Hezbollah e inimigo dos Estados Unidos da América. O problema dos Estados Unidos da América é que há muita gente dentro dos Estados Unidos da América com o firme propósito de destruir os próprios Estados Unidos da América.
Parabéns Consta pelo belo artigo.
Com relação a eleição do Mandani, podemos fazer um paralelo com o que ocorreu aqui em São Paulo capital em 2024.
Quando o Tarcisio convenceu o Bolsonaro a apoiar o Ricardo Nunes na reeleição a prefeito muita gente de direita parece não ter gostado,
mas o que o Tarciso pode ter evitado foi que o Guilherme Boulos, extrema exquerda, pudesse se eleger prefeito da maior capital de nosso país
Entre o ruim e o ótimo existe o “”bom”, e foi essa estratégia que o Tarcísio utilizou aqui. Não sei se daria certo em Nova Yorqui ou até mesmo se existia essa possibilidade, mais aqui me prece que funcionou, pelo menos por enquanto.
Que Alá te ouça! ; )