No esforço para atender aos desejos de regimes ditatoriais companheiros e, sobretudo, na tentativa desesperada de reverter o declínio do PT, de seu governo e dele próprio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu bater de frente com Donald Trump. Nunca um mandatário brasileiro havia confrontado o presidente da maior democracia do mundo e um dos principais parceiros comerciais do país.
Se a estratégia para ganhar visibilidade renderá dividendos políticos, só o tempo dirá, mas a investida do bravateiro contumaz colocou o Brasil na mira de Trump. “Pela primeira vez na história deste país, o presidente dos Estados Unidos da América chamou a atenção do mundo para um problema que avança no Brasil: a ditadura disfarçada do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem como representante à frente do governo o petista Lula da Silva, disposto a atrapalhar o Ocidente”, afirma Silvio Navarro.
Além de impor uma taxação de 50% aos nossos produtos, Trump classificou como “caça às bruxas” a perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro e declarou que está de olho no que acontece por aqui. E está de olho mesmo, conforme escreve Ana Paula Henkel, que assina, junto com Navarro, a reportagem de capa desta edição. “O mundo, que vinha sendo sufocado pela sanha censora dos globalistas e sua nova ordem mundial, agora enfrenta um novo xerife comprometido com a restauração da liberdade, da justiça e dos valores ocidentais”, define Ana Paula.
Internamente, o desespero para salvar o petismo da derrocada levou à retomada, de modo ainda mais radical, do falso e perigoso dilema “pobres x ricos”. Conforme lembra J. R. Guzzo, “num país onde o Estado não consegue garantir a vida dos cidadãos, e no qual os índices de violência estão entre os piores do mundo, atiçar hostilidades e jogar deliberadamente uns contra os outros é um convite aberto para o crime político”.
Trata-se de uma falsa dicotomia, afinal, “o PT adora bilionários! E, vale notar, vários bilionários adoram o petismo”, diz Rodrigo Constantino. A hostilidade é amplificada pela investida, desta vez sem freios, da verdadeira milícia digital, que sempre foi a da esquerda, como relata Rachel Díaz. O reforço dos guerrilheiros de internet não torna menos difícil conduzir o PT neste momento, encargo que caiu no colo de Edinho Silva, confirmando a predileção de Lula por perdedores, conta Anderson Scardoelli.
Carlo Cauti escreve sobre a fracassada cúpula do Brics, que ele define como um “clube dos Estados canalhas”. Guilherme Fiuza pergunta: “Se era para fazer uma reunião ‘esvaziada’, por que os países membros do Brics não se falaram por e-mail?”. Tiago Pavinatto narra sua experiência no Gilmarpalooza, um “luxuoso festival de mentiras sobre o Estado de Direito no Brasil”. Dois eventos emblemáticos do momento que o Brasil atravessa e da falta de noção de seus governantes.
Boa leitura.
Eliziário Goulart Rocha,
Editor-executivo




Impressionante a capacidade desta gangue atualmente instalado no poder, em Brasília, de buscar o mal a sociedade brasileira.
Parabéns por mais uma edição.
Eu estou admirado que hoje com a Internet, a IA, ainda tem gente acreditando em socialismo. Quê jumentalha hein?
Mais um belo documento bem fundamentado que a revista Oeste fornece aos leitores. Silvio Navarro se coloca entre os grandes articulistas e, principalmente, entre aqueles que tem a percepção para entender o que se passa no Brasil. Ele denuncia a gravidade do ativismo político a quem não compete e o total despreparo do LL e seu partido para enfrentar desafios por meios diplomáticos. Um governo que conseguiu colocar o Brasil entre os mais perigosos do mundo, segurança e florescência do crime organizado.
Elçiziário é nome do bisavô da Sandra. Tá bom o resumo. Os amigos enviaram pra mim a entrevista do Lulis à Globo. Ele escapou da pergunra e não falou sobre o cartaz de Cristina Libre um recado sutil a justiça argentina. Nós aqui do fundo do sertão também fomos honrados com os termos da Camencita e estamos só esperando o dia 1º de agosto. Calma que vem mais chumbo grosso. A Branca está de férias?