O jornalista Aldo Rebelo, ex-ministro nos governos petistas de Lula da Silva e Dilma Rousseff, criticou a condenação definitiva de quatro oficiais-generais das Forças Armadas. Em vídeo publicado na tarde desta quarta-feira, 26, na plataforma X, ele classificou as decisões judiciais como uma “vingança tardia”. Afirmou principalmente que a punição dos militares ocorre por razões políticas.
Na gravação, Rebelo destacou que os condenados — três generais de quatro estrelas e um almirante — não respondem por crimes comuns. Segundo ele, não há acusações de desvio de recursos ou corrupção que envolvam os oficiais. O ex-ministro argumenta que a condenação se baseia em um suposto golpe de Estado, que, em suas palavras, “não foi provado nos autos”.
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Rebelo: um golpe nas Forças Armadas
Rebelo afirmou ainda que o episódio representa um risco institucional. Para ele, a decisão atinge não apenas os quatro militares, mas “toda a instituição”, em um momento em que países como Estados Unidos, Rússia, China e nações europeias estariam fortalecendo seus aparatos de defesa.
O ex-ministro comparou a situação a uma tentativa de revanche histórica. Na sua avaliação, como não houve punição aos responsáveis pelo golpe de 1964, haveria agora um movimento de compensação. Dessa forma, essa manobra se dirige contra integrantes das Forças Armadas considerados por ele “patrióticos” e “responsáveis”.
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Rebelo criticou ainda o que descreve como liberdade de atuação de representantes de instituições que colaboraram com organizações estrangeiras. Ele se referia a ONGs que estariam prejudicando o desenvolvimento nacional. Para o jornalista, enquanto esses agentes “circulam livremente”, os militares enfrentam um processo de “degradação institucional”.
O ex-ministro concluiu ao afirmar que o Brasil precisa “reagir” para assegurar soberania nacional em áreas como economia, geografia, ciência, tecnologia e defesa.
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