A pressão política no Congresso aumentou depois que Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal (PL), anunciou nesta terça-feira, 9, que a legenda pode interromper as atividades legislativas caso a proposta de anistia aos envolvidos na suposta tentativa de golpe de Estado não avance para votação. Ele garantiu que o PL possui maioria suficiente para aprovar a medida, defendendo uma anistia “ampla, geral e irrestrita”.
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“Se não votarem a anistia, nós vamos parar o Congresso”, afirmou Valdemar à Rádio Eldorado. “Hoje temos maioria para isso. Não queríamos dar prejuízo ao país, evidentemente que não, mas nós vamos ter que parar, porque nós não temos outra arma, e nós temos que fazer alguma coisa.”
Valdemar rechaçou qualquer flexibilização no texto da proposta
O dirigente rechaçou qualquer flexibilização no texto da proposta, mesmo diante da resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), contrário a uma anistia sem restrições. Questionado sobre possíveis mudanças para facilitar a aprovação, Valdemar respondeu negativamente.
Durante a entrevista, Valdemar preferiu não se posicionar sobre o comentário do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “tirano” em manifestação no domingo 7.
“Meu advogado me orientou a não atacar nenhum ministro do Supremo, e ele tem razão nisso, nós temos que respeitar o Supremo, mas é uma loucura o que está acontecendo”, disse, considerando “natural” a reação de Tarcísio.
PL e manifestações: bandeira norte-americana e críticas internas
O presidente do PL também comentou a presença da bandeira dos Estados Unidos na manifestação do 7 de Setembro, na Avenida Paulista, e rechaçou críticas feitas pelo pastor Silas Malafaia. “Não foi um erro, pelo contrário, porque nós temos esperança de que o Trump possa ajudar o Bolsonaro”, explicou. Ele acrescentou: “Adorei quando vi a bandeira norte-americana na rua. Por quê? (…) Isso vai chegar para o Trump, para ele ver que o povo brasileiro não é contra os norte-americanos, que nós os queremos do nosso lado, e precisamos dele hoje, porque não temos a quem recorrer.”
Sobre a estratégia eleitoral para 2026, Valdemar afirmou que o PL aposta na anistia para garantir a elegibilidade de Jair Bolsonaro, mas, caso isso não se concretize, a escolha do novo candidato e vice ficará a cargo do próprio ex-presidente.
Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste






































Quando eu vejo que a anistia depende de um sujeito desse, eu desanimo.
Tem que parar, não ameaçar. A ANISTIA é prá ontem. Apesar que o correto seria a anulação desse ” julgamento “.
Em se tratando de congresso, sou cético.
Aguardarei as liberações de emendas parlamentares!