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Política

Trump ordena fim das ações de 'diversidade' em embaixadas dos EUA

A decisão do presidente norte-americano incide sobre contratos federais e fornecedores do governo

Foi usado como base da argumentação de Trump a Lei de proteção dos membros do Serviço Americano, aprovado pelo Congresso dos EUA em 2022 | Foto: White House/Molly Riley
Donald Trump assina decretos na Casa Branca | Foto: White House/Molly Riley

As embaixadas dos Estados Unidos receberam instruções para que seus fornecedores locais cumpram uma política do governo de Donald Trump, que visa a acabar com as ações “afirmativas” e de “diversidade” em contratos federais. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 20.

A Embaixada dos EUA na Espanha comunicou essas novas diretrizes aos seus fornecedores, conforme relatado pelo jornal El País. Essa medida é parte de uma ordem executiva assinada por Trump, em 20 de janeiro, no começo de seu segundo mandato presidencial.

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As diretrizes determinam o desmantelamento de “programas federais de diversidade e inclusão”, que englobam desde “treinamentos antipreconceito” até financiamentos para fazendeiros e proprietários de imóveis de “grupos subrepresentados”.

Trump classificou esses programas como “discriminação” e defendeu a contratação baseada exclusivamente em mérito. Ele também determinou que os funcionários dedicados a “diversidade, equidade e inclusão” fossem colocados em licença remunerada e, posteriormente, demitidos.

Trump cria leis de “antidiscriminação”

As embaixadas dos EUA precisam garantir que seus contratos não promovam “diversidade, equidade e inclusão”, seguindo as leis federais “antidiscriminação”. Os fornecedores locais devem assinar um documento que ateste o cumprimento dessas leis, segundo o jornal El Confidencial.

Empresas que não fornecerem as informações necessárias podem enfrentar o congelamento dos pagamentos. Na Espanha, o Ministério do Trabalho, sob a liderança de Yolanda Díaz, criticou a medida, ao considerá-la uma “flagrante violação” da legislação nacional.

Na Espanha, desde o ano passado, empresas com mais de 50 funcionários são obrigadas a implementar planos de inclusão LGBT.

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