O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou, na manhã desta terça-feira, 14, em evento de 50 anos da Defesa Civil, oito novos radares meteorológicos para emitir alertas em casos extremos e prevenir eventos climáticos. Com o novo aporte, o Estado totaliza 15 radares em operação. O anúncio foi feito no Palácio dos Bandeirantes, na zona sul da capital paulista.
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O investimento será de R$ 110 milhões, em uma parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a SP Águas. Ao todo, o pacote de repasses é de R$ 195 milhões. Guarujá, Ilhabela, Ilha Comprida, Itanhaém, Itapetininga, Pirassununga e Ubatuba recebem os novos radares.
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Ao anunciar os investimentos, Tarcísio agradeceu às universidades públicas paulistas, que possibilitaram a aquisição dos novos radares.
“Esses radares estarão conectados a um centro de operações de emergência moderno e eficiente”, disse o governador. “A gente sai de cinco para 13 radares. Isso significa melhorar a precisão e a velocidade das nossas previsões, e assim a gente consegue estruturar as nossas prioridades e remover as pessoas daquelas áreas que vão ser afetadas por enchentes. Isso significa salvar vidas.”
O Estado de São Paulo conta com sete radares meteorológicos, dois deles adquiridos recentemente: o de Ilhabela, que monitora todo o litoral norte e a Baixada Santista, e outro em Campinas, que cobre uma área de cem quilômetros quadrados.
Dos sete radares, um é gerido pela SP Águas, dois são geridos pela USP, três pela Universidade Estadual Paulista e um pela Universidade Estadual de Campinas.
O plano prioriza a ampliação do monitoramento climático, a execução de obras preventivas e o fortalecimento da capacidade de resposta dos municípios diante de eventos extremos.
Tarcísio anuncia mais 40 obras de prevenção a desastres
O pacote inclui 40 novas obras de prevenção a desastres, 38 caminhões-pipa (uma parceria entre a Defesa Civil e o Fundo Social) e viaturas equipadas para combate a incêndios.
Este último investimento é de R$ 19,7 milhões, além da formalização de convênios com municípios para aquisição de equipamentos e veículos, com recursos vindos de emendas impositivas, no valor de R$ 1,35 milhão.
A Defesa Civil paulista surgiu em 1976, depois de tragédias marcantes como as chuvas em Caraguatatuba (1967) e os incêndios dos edifícios Andraus (1972) e Joelma (1974). O órgão consolidou-se como estrutura permanente de coordenação entre governo e municípios, com atuação que vai da prevenção à recuperação pós-desastre.












































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