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Política

Randolfe lamenta, mas diz que já esperava derrota de Messias

Senador comenta votação que resultou na rejeição do chefe da Advocacia-Geral da União para o cargo de ministro do STF

O material trazido à tona por Bolsonaro mostra Randolfe Rodrigues afirmando que Moraes e o ministro Dias Toffoli estavam ‘levando as instituições, notadamente o STF, a um nível de esgarçamento total’ | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
e “Depois de 124 anos, ter a rejeição de um candidato ao Senado é difícil”, disse Randolfe | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador e líder do Congresso Nacional Randolfe Rodrigues (PT-AP) alterou o discurso depois da rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira, 29. O plenário do Senado barrou a indicação com 42 votos contrários e 34 favoráveis. Eram necessários 41 votos para aprovação.

A votação ocorreu de forma secreta. Mais cedo, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Messias tinha conseguido 16 votos favoráveis, depois de quase oito horas de sabatina.

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De previsão de vitória a recuo público

Depois da votação da sabatina, Randolfe demonstrava confiança no resultado. Ele afirmou que esperava entre 16 e 18 votos na CCJ. “Acredito que nós teremos 45 votos, talvez um pouquinho mais, no plenário do Senado para aprovação”.

+ Leia também: “Reviravolta: Senado derrota governo e rejeita Messias para o STF

O resultado contrariou a projeção. Com a rejeição, o senador deixou o plenário e pediu paciência aos jornalistas.

Jorge Messias
Jorge Messias sofreu derrota histórica nesta quarta-feira, 29 | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Mudando o tom, Randolfe afirmou que já considerava a possibilidade de derrota “eu já esperava um placar de 16 na CCJ, mas não iria dizer de forma alguma que nós já esperávamos um placar negativo”, afirmou.

Declaração entra em choque com histórico

Ao comentar o resultado, o senador também disse que “Depois de 124 anos, ter a rejeição de um candidato ao Senado é difícil”.

O número diverge do registro histórico. Levantamento da Agência Senado indica que a última rejeição de um indicado ao Supremo ocorreu há 132 anos, em 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil.

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1 comentário
  1. João Luis Senson
    João Luis Senson

    Kkkkķkk…..isso foi a melhor noticia que tive…..

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