O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), determinou a apreensão do celular do empresário Igor Dias Delecrode, acusado de ser um dos articuladores do esquema de fraudes em descontos indevidos sobre benefícios previdenciários.
A decisão foi tomada a pedido do relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), depois de Delecrode recusar-se a responder perguntas amparado por um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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“A decisão foi tomada diante da gravidade dos fatos apresentados e da necessidade de garantir a integridade das investigações”, declarou Viana, ao comunicar a decisão. “Esta Comissão tem o dever de buscar a verdade, proteger os aposentados lesados e assegurar que nenhuma prova seja ocultada ou destruída. Seguiremos firmes, com transparência e responsabilidade, em defesa dos aposentados, das viúvas e dos órfãos do Brasil.”
Durante a apreensão, Viana interpelou Delecrode sobre o modelo do celular: “É um iPhone 17, senhor Igor?”. Ao que o empresário respondeu: “É um iPhone 17, eu não recordo o modelo, foi comprado essa semana”.

Na sequência, o parlamentar afirmou que o celular só será “devolvido no momento correto em que as investigações tiverem encerrado a utilização” do aparelho.
“Nós temos um delegado da Polícia Federal que está à nossa disposição, inclusive, para esse tipo de perícia”, afirmou o senador. “Será feito de acordo. E, naturalmente, o sigilo será mantido para o relatório.”

Empresário fica em silêncio na CPMI do INSS
Durante o depoimento, Delecrode manteve-se em silêncio diante de 90 perguntas formuladas pelo relator. O empresário, de 28 anos, foi apontado como o “cérebro tecnológico do esquema”, acusado de desenvolver sistemas de autenticação digital e biometria falsificada que teriam dado aparência de legalidade a descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões. Estimativas apontam que as empresas ligadas ao programador movimentaram R$ 1,4 bilhão, com R$ 15 milhões recebidos em menos de um ano.
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Com o silêncio do depoente diante das interpelações, Gaspar reagiu com indignação ao silêncio do depoente e à decisão judicial que o amparou: “O cara está blindado, vem pra cá pra ficar calado”.
“Já mostrei nos documentos seu envolvimento no desvio de recursos de aposentados e pensionistas, era o coração tecnológico da safadeza e vou colocar no relatório”, prosseguiu o relator. “Agora chega aqui com habeas corpus e esse silêncio é a vitória da impunidade, é a vitória de quem sabe que o crime compensa neste país.”

O parlamentar também criticou o que classificou como “blindagem política e judicial” de investigados: “Supremo é uma vergonha ele estar solto, Supremo é uma vergonha ele estar blindado, Supremo é uma vergonha ter habeas corpus”.
“E é uma vergonha esses políticos que também estão dando apoio e blindagem a esse tipo de ladrão de aposentados e pensionistas. Muita gente faz discurso bonito aqui, mas, na hora de convocar envolvidos nesse golpe, vem e quer blindar vagabundo”, completou.

Assim como Gaspar, o presidente da CPMI criticou a interferência judicial que tem limitado o alcance das investigações: “Isso é para nos fazer pensar o tanto que nós precisamos retomar atribuição do Congresso Nacional que, infelizmente, tem sido entregue a outro Poder, por covardia ou conivência, seja o que for”.
“Este Senado precisa ter coragem para se levantar, dar resposta dentro da Constituição, novos limites de pesos e contrapesos nessa convivência entre os Poderes. Isso não pode continuar, precisamos retomar coragem, toda concentração excessiva de poder não faz bem à democracia”, afirmou.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) destacou que há uma “jurisprudência de exceções” no país, enquanto Izalci Lucas (PL-DF) defendeu que a comissão peça a prisão preventiva dos envolvidos diretamente no golpe contra os aposentados.
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O boca de sapo do supremo protege a bandidagem de forma acintosa, alguma coisa precisa acontecer neste pais e meter a cadeia os comprados
Mais um bandido depondo e mais um Habeas Corpus concedido pelo STF.
Essas excrecências do STF chegaram a um ponto de tanta falta de vergonha na cara que nem se importam com a pergunta que está na cabeça de qualquer brasileiro decente: O QUE (ou seria QUANTO) faz um juiz da Corte Suprema de Justiça dar habeas corpus que permitem que reconhecidos criminosos permaneçam em silêncio, prejudicando uma investigação dessa magnitude.
Para quem estão dando cobertura? Ou será que eles mesmos estão também envolvidos nessa roubalheira?
Inacreditável a falta de decoro, de vergonha, de honra.
E nossos oficiais generais de merda, vendo o pais degringolar também permanecem caladinhos.
Me parece uma atitude desnecessária a apeensão do celular.
Quem esperaria que uma cara desses iria para essa acareação com seu celular de uso normal?
E ele mesmo declarou que foi comprado essa semana. Por que teria comprado um celular novo justo agora?