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Política

OAB alerta Moraes sobre prejuízos às defesas dos acusados de golpe

Em reunião com ministro, presidente nacional do órgão, Beto Simonetti, abordou o tema da falta de acesso completo a documentos

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante uma sessão plenária - 27/11/2024 | Foto: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante uma sessão plenária - 27/11/2024 | Foto: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, expressou preocupações ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para o advogado, a condução do inquérito sobre o suposto plano de golpe de Estado pode estar em curso de gerar “prejuízos irreparáveis” aos direitos das defesas dos acusados.

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Numa reunião nesta quinta-feira, 3, Simonetti informou que advogados enfrentam dificuldades para acessar integralmente os documentos do processo, o que compromete a eficácia da defesa.

De acordo com a OAB, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) têm acesso completo à investigação, enquanto as defesas recebem apenas partes dos autos. Isso impede a visualização total das trocas de mensagens e documentos.

“Em outras palavras, a defesa estaria impedida de visualizar todas as trocas de mensagens e os arquivos documentados”, diz o ofício. “[Isso] Comprometeria sua capacidade de destacar trechos de interesse e, inclusive, de formular questionamentos a acusados e futuras testemunhas.”

OAB pede que Moraes assegure pleno exercício da advocacia

Beto Simonetti, presidente da OAB
Beto Simonetti, presidente da OAB | Foto: Divulgação/OAB

A OAB considera a intervenção necessária para assegurar o pleno exercício da advocacia, de modo que alerta Moraes para o risco de comprometer a integridade do processo legal e a busca pela verdade.

Levantada também pelos advogados dos acusados, a tese de cerceamento de defesa, porém, foi rejeitada pela 1ª Turma do STF. O grupo afirmou que todos os elementos utilizados para a acusação estavam disponíveis para as defesas, o que garante o direito ao contraditório.

Leia também: “STF prende errado e só solta culpado”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 262 da Revista Oeste

Todos os ministros da 1ª Turma — ou seja, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin — concordaram com a decisão. Contudo, os advogados dos acusados, insatisfeitos, exigiram uma resposta oficial da OAB e promoveram mobilizações nas seccionais estaduais para discutir o tema.

Leia mais: “A lei morreu”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 258 da Revista Oeste

3 comentários
  1. Sérgio Tostes de Escobar
    Sérgio Tostes de Escobar

    Antes tarde do que nunca, OAB!👏👏💪🇧🇷

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