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EUA impõem sanções a 21 autoridades da Venezuela por repressão política

Entre os vetados, estão líderes militares e ministros venezuelanos que teriam contribuído com a repressão do regime de Maduro

Bandeira dos Estados Unidos (EUA)
Bandeira dos Estados Unidos da América (EUA) | Foto: Livid Rhino/Pixabay

Os Estados Unidos (EUA) impuseram, nesta quarta-feira, 27, sanções a 21 autoridades venezuelanas em razão de trabalho desempenhado na repressão aos protestos depois das eleições de julho no país. Washington alega que Nicolás Maduro se declarou vencedor de forma fraudulenta, enquanto Edmundo González seria o verdadeiro vencedor.

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As sanções têm como alvo integrantes do governo e altos cargos das Forças Armadas e de segurança envolvidos em táticas repressivas.

Entre eles, estão pessoas da Guarda Nacional Bolivariana acusadas de usar armas de fogo para dispersar protestos e realizar prisões arbitrárias. Também sofreram sanções membros da Polícia Nacional Bolivariana e da Milícia Bolivariana.

Órgãos de inteligência na mira dos EUA

Além disso, órgãos de inteligência, como a Direção de Contra-inteligência Militar, estão na lista. Eles recebem críticas por abusos de direitos humanos, conforme apontado por organismos internacionais, incluindo a ONU, que mantém uma missão de especialistas para investigar essas práticas na Venezuela.

A lista de vetados inclui nomes de peso, como Alexis José Rodríguez Cabello, Javier José Marcano Tábata e ministros do governo Maduro, tais como Freddy Ñáñez, Aníbal Coronado Millán, Ricardo Menéndez e Julio García Zerpa. Daniella Desiree Cabello, filha do ministro do Interior Diosdado Cabello, também foi vetada.

Consequências das sanções

Ditador Nicolás Maduro falou que MST da Venezuela é 'Movimento Com Terra' | Foto: Divulgação/Fotos Públicas
A oposição, liderada por González, afirma possuir evidências de fraude na eleição de Maduro | Foto: Divulgação/Fotos Públicas

O Departamento do Tesouro dos EUA declarou que “esses indivíduos apoiaram e executaram as ordens de Maduro para reprimir a sociedade civil em seus esforços para se declarar fraudulentamente vencedor das eleições presidenciais da Venezuela de 28 de julho”.

A oposição, liderada por González, afirma possuir evidências de fraude. Os protestos resultaram em 28 mortos, 200 feridos e mais de 2,4 mil prisões.

Leia também: “Lições da Venezuela”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 232 da Revista Oeste

Edmundo González, atualmente exilado na Espanha, planeja retornar à Venezuela e assumir a Presidência em janeiro, apesar de enfrentar um mandado de prisão em seu país. O Departamento de Estado norte-americano também impôs restrições de visto a quase 2 mil pessoas ligadas a Maduro.

O governo venezuelano ainda não se pronunciou oficialmente sobre as sanções, mas historicamente classifica tais medidas como interferência estrangeira. As ações dos EUA visam a pressionar o regime Maduro a adotar reformas democráticas.

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5 comentários
  1. Selma Rocha
    Selma Rocha

    O mesmo ocorrerá em banânia com alguns algozes que traíram a Constituição federal, esses serão os primeiros a terem seus vistos cassados, depois disso a retaliação será ao país, veremos quem pode mais, e se as instituições estarão dispostas a manter o déspota e morrer afogados juntos e misturados, eu aposto que não, o reinado de Voldemort está no fim e ele sabe disso. Aguardemos e vamos manter a fé e nossas orações pelo nosso país. Força e honra aos homens de boa vontade!

  2. Adail da Costa Leite Filho
    Adail da Costa Leite Filho

    E nossa escola de enchedores de linguiça e contadores de contos da carochinha seguem sentados no muro da covardia sem tomar uma posição clara contra o narcotráfico, o terrorismo, a violência contra a mulher etc…Vão gostar de se abster assim na casa do cascalho.

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