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Política

MPF quer veto ao marco temporal aprovado pelo Congresso

Texto foi chamado de 'inconstitucional e inconvencional'

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MPF citou a decisão do STF que derrubou o marco | Foto: Foto: Josue Marinho/Wikipedia Commons

O Ministério Público Federal (MPF) se manifestou, nesta quinta-feira, 19, contra o marco temporal aprovado pelo Congresso Nacional em 27 de setembro. De acordo com o MPF, o Projeto de Lei (PL) 2903/2023 “é inconstitucional e inconvencional”.

Dessa forma, o MPF pediu o veto integral do texto, que está na mesa do presidente Lula, para sanção. O prazo termina amanhã.

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Conforme o MPF, a alteração do regime jurídico da demarcação de terras indígenas não pode ser feita por meio de lei ordinária. Para o MPF, o PL provoca “restrições ao exercício dos direitos garantidos aos indígenas pela Constituição”.

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Sessão do marco temporal no STF | Foto: Reprodução/Carlos Moura/STF

Na peça, o MPF falou ainda em supostas violações de cláusulas pétreas da Constituição, que tampouco poderiam ser mudadas por meio de uma emenda.

Por fim, o MPF citou a decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou o marco. No mesmo dia, o Parlamento aprovou o PL. Os dois textos chancelados paralelamente geraram uma crise institucional entre o Judiciário e o Legislativo.

Caso Lula vete o PL do marco temporal, ele voltará ao Congresso Nacional, onde os efeitos da caneta do presidente podem ser desfeitos pelos parlamentares. Nessa hipótese, o PL do Parlamento entra passa a valer.

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3 comentários
  1. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Alguém precisaria informar aos ativistas do MPF que quem faz as leis é o Congresso e que o judiciário e todos os demais órgãos simplesmente tem que cumprir e aplicar as leis. Desconheço que o ministério público tenha sido eleito para representar a vontade do povo. Sei que eles representam a vontade dos diversos lobies, mas não podem legislar.

  2. Christian
    Christian

    Tem muita gente metendo o bedelho onde não deve… Dá pra ver, né ?

  3. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    O Direito, cujos seus limitados operadores geralmente são fugidios de matemática, física, química, ciências naturais e correlatas, bem como da lógica Aristotélica, naturalmente, doutrinados pelo marxismo cultural do pensamento crítico da Escola de Frankfurt e na Teoria Crítica do Direito, esse último os sociologizando de vez, não nega a máxima de que o poder nas mãos dos limitados, complexados e doentes mentais pode fazer de nefasto à sociedade.
    Ou mudemos o direcionamento dos cursos de Direito ou a sociedade brasileira será extinta por esses alienados, prepotentes, limitados e absolutamente inadequados à vida democrática por falta de inteligência mínima para se manterem restritos às suas competências!

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