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Política

Ministério da Defesa rompe o silêncio sobre denúncia contra Bolsonaro

Por meio de nota, a pasta alega que o caso é ‘mais um passo para buscar a responsabilização correta’

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou postura de militantes no X | Foto: Carolina Antunes/PR
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou postura de militantes no X | Foto: Carolina Antunes/PR

O Ministério da Defesa se pronunciou nesta quarta-feira, 19, acerca da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas — entre elas, ex-ministros de Estado. 

Por nota, a pasta definiu a denúncia contra Bolsonaro como “importante para distinguir as condutas individuais e a das Forças Armadas”. O ex-presidente é acusado de cinco crimes: 

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  • Organização criminosa; 
  • Golpe de Estado; 
  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito; 
  • Dano qualificado com uso de violência e grave ameaça; e 
  • Deterioração do patrimônio tombado. 

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Na nota, o Ministério da Defesa diz que na análise do titular da pasta, José Múcio, a “apresentação da denúncia é mais um passo para buscar a responsabilização correta, livrando as instituições militares de suspeições equivocadas”.

Bolsonaro se reúne com aliados

Nesta quarta-feira, 19, Bolsonaro esteve acompanhado do filho Jair Renan Bolsonaro em um encontro com aliados. O encontro ocorreu na residência do líder da oposição na Câmara, deputado Luciano Zucco (PL-RS).

Oeste apurou com parlamentares presentes na reunião que Bolsonaro está tranquilo diante do indiciamento. Além disso, foi destacado que a denúncia contra o ex-presidente é baseada em uma única delação, de Mauro Cid, sem provas concretas.

Aliados apontam uma perseguição política para impedir que Bolsonaro concorra à Presidência da República em 2026, e que a delação de Mauro Cid está “recheada de contradições”.

mauro cid
A denúncia da PGR se baseia na delação premiada do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid | Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Depois da reunião, pela rede social X, o ex-presidente voltou a negar sua participação nos crimes citados pela PGR. “O mundo está atento ao que se passa no Brasil”, escreveu. 

“O truque de acusar líderes da oposição democrática de tramar golpes não é algo novo: todo regime autoritário, em sua ânsia pelo poder, precisa fabricar inimigos internos para justificar perseguições, censuras e prisões arbitrárias”, afirmou.

Bolsonaro destacou que é “assim que acontece” na Venezuela, na Nicarágua, em Cuba e na Bolívia. “O mundo está atento e seguiremos fazendo nossa parte para que todos saibam o que se passa hoje no Brasil”, acrescentou.

6 comentários
  1. Fabiano Vilas Boas
    Fabiano Vilas Boas

    As Forças Armadas nunca gostaram do Bolsonaro. Nem quando ele era da ativa, era bem quisto. Era conhecido como o “Mau Soldado”.
    E ele nunca teve apoio de qualquer uma das instituições de defesa em seu “reinado”. Bolsonaro era desrespeitoso, imprudente, desobediente, insurgente, e tudo mais o que essas instituições desprezam.

  2. Celso Eveling Caetano
    Celso Eveling Caetano

    siu da reserva do exercito, mas tenho uma brande vergonhas desses safados sem vergonha come dorme, pintores de meio fio.

  3. Denis R.
    Denis R.

    Será um julgamento político sem a menor sombra de dúvida… e que se lasque a lei e o devido processo legal.

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