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Política

Justiça manda Marçal excluir posts com insinuações de que Boulos seja usuário de cocaína

O empresário filiado ao PRTB e o deputado federal pelo Psol são candidatos à Prefeitura de São Paulo

Marçal Boulos Debate cocaína
Marçal afirmou que Boulos deve conhecer todas as 'biqueiras' da capital paulista | Foto: Divulgação/YouTube/Band

A Justiça Eleitoral determinou que o influenciador digital e empresário Pablo Marçal (PRTB) remova de seus perfis nas redes sociais as publicações que sugerem que o deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) de ser usuário de cocaína. Os dois são candidatos à Prefeitura de São Paulo.

A decisão foi tomada em resposta a um pedido dos advogados do Psol, que protocolaram duas ações contra o ex-coach. A movimentação jurídica se deu depois de o membro do PRTB ter feito as insinuações durante o debate realizado na última quinta-feira, 9, pela TV Bandeirantes. Procurado, Marçal não se manifestou.

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“Os vídeos veiculados pelo requerido [Marçal] possuem conteúdo unicamente difamatório à pessoa do autor [Boulos], sem qualquer relevância político-eleitoral”, afirmou o juiz eleitoral Rodrigo Marzola Colombini, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em sua decisão, que ordenou a remoção dos vídeos no prazo de 24 horas. “As afirmações estão lançadas nas redes sociais do requerido sem qualquer comprovação.”

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O TRE-SP agora analisa o pedido de direito de resposta de Boulos, que solicita tempo em dobro em relação aos vídeos originais. O parlamentar do Psol aguarda manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE) sobre o caso.

Marçal, Boulos e insinuações sobre uso de cocaína

Pablo Marçal, candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo | Foto: Divulgação/Pablo Marçal
Pablo Marçal, candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo: quase R$ 200 mil em total de bens | Foto: Divulgação/Pablo Marçal

Durante o debate eleitoral, Marçal insinuou que Boulos seria usuário de drogas, sobretudo de cocaína. Depois, o empresário divulgou em suas redes sociais vídeos com trechos editados, ampliando a acusação.

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Em resposta, a campanha de Boulos protocolou duas ações contra o candidato do PRTB:

  1. uma liminar de direito de resposta, que já foi parcialmente aceita pela Justiça Eleitoral; e
  2. uma notícia-crime, solicitando a instauração de um procedimento criminal contra Marçal por suposta difamação e disseminação de notícias falsas com o objetivo de influenciar o processo eleitoral.

“Não satisfeito em baixar o nível do debate proposto, o requerido, em comportamento próprio de um sociopata, repetiu os absurdos em entrevista realizada após o debate e publicou em suas redes sociais vídeos em que repete os ataques à honra do peticionário”, afirmam os advogados do Psol, na petição protocolada no TRE-SP.

A notícia de crime ressalta que Marçal, antes mesmo do debate, já havia feito ameaças vagas sobre a revelação de uso de drogas por dois de seus adversários. Isso levou, por exemplo, o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), a realizar um teste toxicológico.

O documento afirma também que a acusação, além de ser falsa e criminosa por difamar Boulos, é ainda mais grave no contexto eleitoral, pois tem, conforme alegação dos advogados, potencial para prejudicar a imagem do candidato do Psol perante o eleitorado. Diante desses fatos, a equipe de Boulos caracteriza as ações de Marçal como possíveis crimes contra a honra, previstos nos artigos 323, 324 e 325 do Código Eleitoral. Dessa forma, solicita a investigação dos fatos pelo MPE.

Leia também: “Número de jovens eleitores de 16 e 17 anos cresce 78%”


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

5 comentários
  1. FRANCISCO DE ASSIS AMANCIO
    FRANCISCO DE ASSIS AMANCIO

    Por que o invasor não faz o exame como o Nikolas sugeriu? Vai lá, faz o exame e “esfrega” na cara do Marçal. Muito melhor do que este mimimi suportado pela ju$ti$$a.

  2. Antonio Carlos da Fonseca Prestes
    Antonio Carlos da Fonseca Prestes

    Mas afinal, é ou não é usuario de cocaína.?

  3. Selma Rocha
    Selma Rocha

    O invasor deveria fazer um teste toxicológico e estaria tudo certo, hoje sabemos que tivemos como candidato a presidência da República um usuário de cocaína, naquela época achávamos que era mentira, mais depois de ser acusado de usuário o cidadão se absteve de qlqr comentário, ou seja, corroborou a afirmação. Neste caso específico o cidadão foi chamado de “comedor de açucar” e o mesmo calou-se, se houve essas ilações pq ele não fez o teste? Aliás, sou favorável que todos façam além do teste toxicológico outros que comprovem a capacidade mental do postulante ao cargo, haja vista que temos pessoas mentalmente desequilibrada em alguns cargos importantes por aí.

  4. Fernando L'Abbate
    Fernando L'Abbate

    A solução é simples: basta fazer um teste toxicológico em laboratório idôneo. Por que não fazê-lo?

  5. Ido Décio Schneider
    Ido Décio Schneider

    Qual o problema de admitir ser usuário de drogas no Brasil atual? Temos um presidente ladrão e uma súcia em volta para defende-lo. Pobre país!

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