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Política

Irmão de Dino quer responsabilizar policiais depois de megaoperação no Rio

Procurador cria procedimento para investigar agentes de segurança por 'violações de direitos humanos'

complexo do alemão - bope- megaoperação
Vista aérea de parte do Complexo do Alemão, palco de megaoperação policial em 28/10/2025 | Foto: Reprodução/X/@BOPE_PMERJ

O subprocurador-geral da República Nicolao Dino, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, criou um procedimento para apurar e responsabilizar policiais por supostas “violações de direitos humanos” na ADPF das Favelas, em meio à repercussão da megaoperação no Rio de Janeiro, que terminou com 121 mortos.

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O ato foi formalizado nesta quinta-feira, 13, pelo Ministério Público Federal (MPF). O texto prevê medidas para “fortalecer o controle externo da atividade policial” e ampliar o diálogo com entidades civis. Segundo Nicolao Dino, a meta é “assegurar transparência, prevenir a violência e proteger a vida e a integridade das pessoas”.

MP relata mortes na operação no Rio

Nesta quarta-feira, 12, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) enviou ao ministro Alexandre de Moraes, relator temporário da ADPF das Favelas, um relatório parcial sobre a Operação Contenção.

O relatório cita dois casos considerados “atípicos”: um corpo apresentava tiros à curta distância, e outro estava decapitado. Os demais tinham ferimentos provocados por fuzis, concentrados no tórax e no abdômen. Esses ferimentos são considerados típicos de confrontos armados, segundo os promotores.

Todos os mortos na megaoperação eram homens entre 20 e 30 anos. Parte deles usava roupas camufladas, coletes, botas e luvas táticas. Nos bolsos, a perícia encontrou munições, celulares e drogas. A maioria exibia tatuagens associadas a facções criminosas e a ataques contra policiais.

O MPRJ informou que a próxima etapa inclui a análise das câmeras corporais dos agentes e a perícia do local dos confrontos.

Polícia Civil rebate suspeitas

O secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, declarou em 30 de outubro que investiga se houve crime de vilipêndio nos corpos. Ele negou que haja indícios de participação de policiais na decapitação, por exemplo. “Os criminosos podem ter feito novas lesões nos corpos para chamar atenção da imprensa”, afirmou.

O governo fluminense informou que as forças de segurança retiraram 58 corpos, enquanto moradores recolheram os demais antes de a Defesa Civil fazer o transporte.

Flávio Dino já criticou a megaoperação

Também em 30 de outubro, o ministro Flávio Dino disse, durante sessão no plenário do STF, que as autoridades não cumpriram “nada” do acordo homologado na ADPF das Favelas durante a megaoperação no Rio.

“Vejamos os eventos recentes, nada disso foi feito”, afirmou ao criticar que as equipes não preservaram a cena do crime nem realizaram perícia independente. O ministro defendeu o uso de câmeras corporais como forma de proteger os policiais que cumprem as normas legais, mas reconheceu que o alto custo e a falta de estrutura das delegacias dificultam a adoção da medida.

Em levantamento divulgado em 2 de novembro, a Polícia Civil informou que 97 dos 115 suspeitos identificados tinham passagem pela polícia — a maioria por tráfico de drogas. Outros possuíam registros por atos infracionais cometidos na adolescência.

Leia também: “Insegurança nacional”, texto de Cristyan Costa publicado na Edição 295 da Revista Oeste

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9 comentários
  1. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Esse meliante deveria levar os meninos para casa …bandido travestido de justiça

    1. Gui
      Gui

      Sim, o doutor poderia fazer um estágio no morro do alemão, junto à equipe do CV, para instruir melhor a defesa desse pessoal.

  2. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Meliante Nicolao tu és im pilantra e quer aparecer: meu pai sempre dizia que “QUEM PROTEGE/APOIA BANDIDO, ASSIM O É” COM CERTEZA…..!!

  3. Miguel De Faria
    Miguel De Faria

    Investigar as origens das armas apreendidas ninguém quer, mas atrapalhar os policiais que quase morreram na operação fazem questão e não vi nenhum procurador também pedindo para saber quais armas os policiais mortos foram alvejados

  4. David S
    David S

    Pelo sobrenome, que não se perca.
    O que está a acontecer no Brasil, como diz o português, é bestial…..

  5. fabio de souza arcas
    fabio de souza arcas

    Espero o que não ocorra o que aconteceu com os policiais envolvidos no conflito no Carandiru em SP. Depois de mais de 30 anos muitos policiais ainda gastam e sofrem com os processos referente à ação no Carandiru. Os policiais que participaram têm que ter respaldo de todos, inclusive dos políticos.

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