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Política

Governo da Bahia nomeia ex-detento para comando de presídio

Sátiro Sousa Cerqueira Junior, que já respondeu juridicamente por homicídio qualificado, foi exonerado depois da repercussão negativa

Alvará de soltura de Sátiro Sousa Cerqueira Júnior; ele já cumpriu pena na unidade para qual foi designado | Foto: Reprodução/Redes sociais
Alvará de soltura de Sátiro Sousa Cerqueira Júnior; ele já cumpriu pena na unidade para qual foi designado | Foto: Reprodução/Redes sociais

A nomeação de um ex-detento para comandar o Presídio de Salvador gerou polêmica na Bahia. O escolhido foi Sátiro Sousa Cerqueira Júnior, que já respondeu por diversos crimes, incluindo tentativa de homicídio qualificado.

Ele também já cumpriu pena na unidade para onde foi nomeado. O governador Jerônimo Rodrigues (PT) comentou o caso publicamente e admitiu falhas no processo de escolha. Ele também disse ter agido rapidamente ao ser informado sobre o histórico de Sátiro.

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“Foi nomeado, chamei a atenção para entender o que ocorreu”, declarou o governador. “A pessoa não havia sido julgada nesse contexto, mas já foi demitida hoje. Sempre aplicamos filtros nas nomeações e, quando há problemas, corrigimos.”

Interpelado se a nomeação teria relação com a crise na segurança pública do Estado, o governador negou ter conhecimento prévio dos antecedentes do ex-diretor.

A crise na segurança pública da Bahia

Jerônimo Rodrigues é o atual governador da Bahia | Foto: Divulgação/Adriel Francisco
Jerônimo Rodrigues é o atual governador da Bahia | Foto: Divulgação/Adriel Francisco

O episódio ocorre em meio a uma crise na administração prisional da Bahia. Por 30 dias, a Força Penal Nacional reforçará o Conjunto Penal de Eunápolis, no extremo sul do Estado, para treinamento e capacitação dos agentes. A medida, autorizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi publicada no Diário Oficial da União em 28 de maio.

O apoio logístico da operação será conduzido em conjunto com os órgãos de segurança pública e administração penitenciária estaduais, conforme estabelecido em convênio vigente durante o período da portaria.

A decisão de enviar reforço foi tomada depois de um funcionário terceirizado do presídio de Eunápolis ser baleado em uma emboscada na noite do dia 21. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, a suspeita inicial é que o diretor da unidade, policial penal Jorge Magno Alves, fosse o alvo do ataque.

Investigações revelaram que Ednaldo Pereira Souza, conhecido como “Dada” e chefe do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), atualmente aliado ao Comando Vermelho (CV), teria coordenado a ação. Ele também foi indicado como um dos responsáveis pela fuga de 16 presos da unidade em dezembro de 2024.

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4 comentários
  1. Carlos Henrique Soares
    Carlos Henrique Soares

    E viva a petralhada é país de ponta cabeça!

  2. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    Convenhamos que isso nem chega a ser novidade. Um sujeito preso por corrupção, condenado em TRÊS INSTÂNCIAS, a depender do preço da negociação, pode até virar Presidente de uma República onde o crime não só compensa, como é um grande, enorme negócio.

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