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Política

Deputada do Psol quer incluir pais e mães de santo no INSS

Erika Hilton fala em corrigir ‘uma grave e histórica omissão’ na legislação do país

Segundo Erika, o sistema previdenciário brasileiro ainda impõe barreiras à inclusão desses líderes | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Segundo Erika, o sistema previdenciário brasileiro ainda impõe barreiras à inclusão desses líderes | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados recebeu uma proposta legislativa que pretende garantir acesso ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a autoridades religiosas de matriz africana.

O projeto da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) busca conceder aos chefes de terreiros o mesmo enquadramento previdenciário já previsto para líderes de outras confissões. O portal Metrópoles divulgou as informações nesta segunda-feira, 18.

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A deputada incluiu no texto representantes como mães e pais de santo, yalorixás, babalorixás, mestras e mestres. Atualmente, eles não possuem o mesmo reconhecimento legal de ministros religiosos vinculados a igrejas cristãs ou outras religiões tradicionais.

Segundo Erika, o sistema previdenciário brasileiro ainda impõe barreiras à inclusão desses líderes, ao adotar uma interpretação jurídica que desconsidera as equivalências de função entre os diversos representantes religiosos. Para ela, a proposta não amplia privilégios, mas “corrige uma grave e histórica omissão” na legislação atual.

O projeto destaca que muitas dessas autoridades dedicam integralmente sua vida à atividade espiritual, sem nenhum respaldo formal da seguridade social. Em sua justificativa, Erika atribui a exclusão à presença de “racismo institucional e religioso”, que, segundo ela, “nega direitos fundamentais a um segmento expressivo da população brasileira”.

Erika Hilton se apoia em 1% da população para justificar proposta

A proposta utiliza dados do levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que indicam crescimento na autodeclaração de adeptos de religiões de matriz africana. De 2010 a 2022, o porcentual passou de 0,3% para 1% da população, com predominância de pessoas negras (56,4%).

+ Leia também: “PGR recomenda arquivamento de ação de Erika Hilton contra influenciadora que a chamou de homem”

A deputada argumenta que o reconhecimento previdenciário também tem caráter reparatório, diante das décadas de “marginalização sofridas por essas comunidades”. Para ela, esse avanço legislativo poderia representar uma sinalização do Estado em direção à igualdade de direitos religiosos.

4 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Legal incluir também duendes, elfos, lady gagá, Beoncé, anões de jardim, espantalhos, a estátua do Cristo Redentor, e por fim os maquiadores da poderosa deputada.

  2. Refletindo internamente
    Refletindo internamente

    se o local de umbanda candomble e outros forem cnpj e pagarem impostos e suas devidas contribuicoes assim como padres e pastores se fizerem o mesmo nao é mais do que justo. mesmo a dona de casa que pague o carnê do inss tem de ter acesso a assistencia assim como qualquer pessoa que queira entrar pra previdencia do inss, só que eu recomendaria pra todos estes fugirem ddo INSS e optar por uma previdencia privada

  3. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Estava passeando durante o expediente normal do CONGRESSO.

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