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No Ponto

Advogados apontam 'falsidade ideológica' em certidão emitida pelo STF no caso Tagliaferro

Defesa afirma que o tribunal desconsiderou documento com o endereço exato do ex-assessor do TSE, que atualmente mora na Itália

eduardo tagliaferro
Eduardo Tagliaferro, então chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, e o ministro Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/Redes sociais

Nesta quinta-feira, 16, os advogados de Eduardo Tagliaferro, que foram destituídos pelo ministro Alexandre de Moraes, acusaram o Supremo Tribunal Federal (STF) de “falsidade ideológica”.

A crítica recai sobre um certificado emitido pela Corte a respeito da inexistência de endereço atualizado de Tagliaferro. Em virtude disso, não teria sido possível, para o STF, realizar a intimação pessoal do réu para uma audiência de interrogatório.

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De acordo com Paulo Faria e Filipe de Oliveira, porém, ambos comunicaram à Corte o endereço de Tagliaferro, que hoje mora na Itália, quase 15 dias antes de a certidão ter sido divulgada pelo tribunal.

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Em uma petição obtida com exclusividade pela coluna, os advogados anexaram um documento da Justiça italiana que mostra o endereço de Tagliaferro.

Faria e Oliveira ainda cobraram do Ministério Público a análise do documento do STF. Também requereram à Corte o reconhecimento do paradeiro exato de Tagliaferro, no exterior, além da intimação dele por carta rogatória.

Oeste procurou o STF para se manifestar, mas ainda não obteve resposta. O espaço, contudo, segue aberto.

Tagliaferro réu

Eduardo Tagliaferro
Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Moraes no TSE | Foto: Reprodução/Redes sociais

Tagliaferro foi assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a eleição de 2022 e trabalhou diretamente com Moraes na presidência da Corte.

Ele divulgou mensagens que revelaram o que seria um gabinete paralelo no TSE para perseguir a direita na disputa pelo Palácio do Planalto naquele ano.

Em 9 de novembro de 2025, a 1ª Turma do STF tornou Tagliaferro réu, por suposta violação do sigilo funcional, devido ao vazamento das mensagens.

Recentemente, Moraes destituiu Faria e Oliveira da defesa de Tagliaferro (entenda o motivo) e nomeou a Defensoria Pública da União (DPU). No processo divulgado hoje por ambos, eles afirmam não reconhecer o “afastamento ilegal”, tampouco a atuação da DPU. Os advogados disseram ainda que avisaram à Ordem dos Advogados do Brasil a respeito do caso e disseram que “não há notícia e revogação do mandato por seu constituinte, o torturado e perseguido Eduardo de Oliveira Tagliaferro”.

Leia também: “A moça do batom”, reportagem publicada na Edição 317 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Marcos Aurélio Camilotti
    Marcos Aurélio Camilotti

    O que o Xandão está fazendo com o STF, endossado pelos comparsas da primeira turma é uma desmoralização completa da instituição. O STF deve ser o guardião da constituição Brasileira mas está cagando sobre ela. Não sei como os outros ministros não reagem a este crime.

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